Estrutura Interna da Terra

Junho 7, 2010
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Ondas S no núcleo interno

Janeiro 17, 2010

A propagação de ondas S no núcleo interno também apoia a hipótese de esta zona da geosfera se encontrar no estado sólido, dado que estas ondas apenas se propagam nestes meios. Assim, a 5150 km de profundidade, parte da energia das ondas P refractar-se-á, para o núcleo interno, sob a forma de ondas S.

Estas ondas são de muito fraca amplitude, o que sempre dificultou a sua identificação nos sismogramas.

Contudo, Emile Okal e Yves Cansi publicaram, em 1998, um artigo no qual referem a identificação destas ondas no núcleo interno. O estudo destes investigadores baseou-se nos registos de um sismo ocorrido na Indonésia, em 17 de Junho de 1996, de magnitude superior a 6.

No âmbito do controlo do cumprimento do Tratado de Interdição Completo de Ensaios Nucleares (TICE), o Laboratório de Detecção Geofísica (LDG), de Paris, desenvolveu meios técnicos de registo de ondas características de ensaios nucleares, ondas que se caracterizam pela sua baixa amplitude. Foi precisamente esta nova tecnologia utilizada pelo LDG que permitiu identificar a propagação de ondas S no núcleo interno da geosfera.

Fonte : Manual de Biologia e Geologia – 10º ano. Areal Editores


Isossistas no mar

Janeiro 16, 2010
As isossistas são linhas que delimitam, em redor do epicentro, as zonas onde a intensidade registada apresenta igual valor.
 
Uma pergunta na aula como se pode calcular a intensidade no mar? É que no mapa em baixo, estão marcadas isossistas no mar.
 
 

 De facto, como no oceano não se observa a topografia nem existem construções humanas, não é possível definir a intensidade e, portanto, não são traçadas as isossistas, tal como pode ser observado na Carta de Isossistas referente ao sismo de 9 de Julho de 1998, nos Açores.


Seicha

Novembro 3, 2008

Seicha é uma onda de longo período, em qeral estacionária, que se gera em estuários, bacias portuárias, lagos e outros corpos de água confinados, em resultado da amplificação por ressonância da energia das ondas incidentes ou de outra qualquer fonte de excitação ondulatória. O termo foi utilizado pela primeira vez, pelo suíço François-Alphonse Forel, que descreveu o efeito no lago de Genebra.

Palavra de origem francesa, numa tradução livre, significa abanar periodicamente. A natureza do fenómeno é em geral provocado pelo vento, mas os sismos podem também estar na origem das Seichas, cujo mecanismo apresenta muitos aspectos em comum com a formação de tsunamis.
O fenómeno gera-se porque a gravidade actua sobre a massa de água perturbada tendendo a restaurar a horizontalidade da sua superfície, pois essa configuração corresponde ao equilíbrio de energia mínima.

O terramoto de 1755, que afectou Lisboa e a costa sudoeste portuguesa causou seichas em canais situados a 3000 Km de distância na Escócia, e Suécia.
Ocasionalmente, os tsunamis podem desencadear seichas em resultado da forma das costas afectadas
. O tsunami que atingiu o Havai em 1946 apresentava duas frentes de onda separadas por um intervalo de 15 minutos. Ora um dos períodos naturais de ressonância da baía de Hilo tem um valor próximo dos 30 minutos. Uma das duas ondas estava em fase com a oscilação das águas da baía, desencadeando uma forte seicha. Em resultado Hilo sofreu graves danos, com uma seicha a atingir 14 metros acima do nível normal das águas.

Em 1755 uma situação semelhante poderá ter ocorrido em Lisboa, com as águas a invadir zonas extensas das margens do estuário do Tejo.

Fonte : wikipédia
Animação : http://earthguide.ucsd.edu/earthguide/diagrams/waves/swf/wave_seiche.html

Ler o post relacionado com os Sismo de Lisboa:

https://blacksmoker.wordpress.com/2008/11/01/lisboa-01111755/