Deslocação do Eixo da Terra e os Modelos Informáticos…

Março 4, 2010

 

 

TALVEZ SIM….

O sismo de 27 de Fevereiro que matou mais de 700 pessoas terá feito os dias na Terra mais curtos – embora imperceptivelmente, apenas 1,26 milionésimos de segundo mais curtos. Mas o eixo de rotação do planeta ter-se-á deslocado cerca de oito cen¬tímetros, em resultado do abalo de magnitude 8,8 na escala de Richter.

Estes cálculos são produto de um modelo informático usado pelo geofísico do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA Richard Gross. E não são algo inédito, que apenas tenha acontecido com este sismo: estes efeitos acontecem quando há grandes deslocações de massa no planeta.

Por exemplo, no terramoto de 9,1 na escala de Richter de Sumatra e no tsunami do Sudoeste Asiático que se lhe seguiu, a 26 de Dezembro de 2004, o dia terá diminuído 6,8 milio¬nésimos de segundo e o eixo da Terra (a linha imaginária em torno do qual a Terra roda sobre si própria) ter-se-á deslocado sete centímetros.

Fala-se sempre no condicional, porque é difícil verificar experimentalmente estas previsões. As mudanças são demasiado pequenas para serem detectadas fisicamente, sublinhou Gross ao site Bloomberg News.

Mas se são pequenas, as alterações são também permanentes, comentou ao Bloomberg Benjamin Fong Chão, reitor da Faculdade de Ciências da Terra da Universidade Nacional Central de Taiwan. “Esta pequena contribuição fica enterrada em mudanças mais vastas devido a outras causas, como o movimento de massas atmos¬féricas ã volta da Terra”, explicou.

E por que é que o sismo do Chile, tendo uma magnitude mais reduzida que o de Sumatra, deslocou o eixo em oito centímetros, enquanto o de Sumatra se ficou por sete? “Primeiro, o de Sumatra foi perto do equador, e o do Chile numa latitude média, o que o torna mais eficiente a desviar o eixo da Terra”, diz o comunicado da NASA que divulga os resultados de Gross. “E a falha [geológica] responsável pelo sismo de 2010 mergulha na Terra num ângulo mais agudo do que o de 2004. Isto faz com que a falha do Chile seja mais eficaz a mover a massa da Terra verticalmente e, assim, a desviar o eixo da Terra.”

Fonte : Clara Barata. Público

TALVEZ NÃO….

Cientistas alemães desmentiram hoje cálculos de um perito da NASA sobre uma deslocação de oito centímetros do eixo terrestre, devido ao sismo que abalou o Chile e às movimentações nas placas tectónicas que terá provocado.

Na terça feira, a agência espacial norte-americana (NASA) divulgou uma notícia, com base numa pesquisa do seu investigador Richard Gross, advertindo que uma das consequências da deslocação do eixo seria uma rotação mais rápida da terra de 1,26 micro segundos e a redução dos dias.

Os geógrafos alemães contestaram as referidas alterações geográficas e questionaram o trabalho de Gross. “As mudanças no eixo da terra devido a um sismo são tão ínfimas, que não se podem medir, e por isso não são comprováveis”, disse o professor Rainer Kind, do Centro de Pesquisa Geográfica de Potsdam, um dos mais reputados a nível mundial.

O que a NASA descreveu “só seria possível por influência externa, através da queda de um meteorito, por exemplo, mas nesse caso os estragos seriam tão grandes que, comparativamente, a deslocação do eixo terrestre seria insignificante”, alegou.

O cientista alemão lembrou que já houve outros cálculos sobre a deslocação do eixo terrestre através de sismos anteriores, mas até hoje todos são considerados muito discutíveis. Outro perito na matéria, o professor Karl-Heinz Glassmeier, da Sociedade Alemã de Geofísica, disse mesmo que tinha “deitado as mãos à cabeça”, quando ouviu a notícia.

Influência sobre inclinação do planeta é extremamente reduzida
Influência reduzida

“Parece que a NASA só quis aparecer nas manchetes dos jornais, porque é totalmente impossível provar que tenha havido uma deslocação de oito centímetros do eixo terrestre“, garantiu o mesmo especialista.

A influência de um sismo sobre a inclinação do planeta Terra “é extremamente reduzida”, sublinhou também Mojib Latif, do Institituo de Ciências Marítimas de Kiel.

“Os principais responsáveis pela inclinação da Terra são os astros que nos rodeiam, sobretudo os planetas maiores e mais pesados, com a força de atração que exercem e que pode provocar um sismo de dimensões semelhantes ao do Chile”, explicou Latif.

Fonte : http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=40251&op=all#cont


A estranha sensação da Terra a tremer recordada por Cláudio Sunkel

Março 4, 2010

(vídeo) A estranha sensaçãobr da terra a tremer recordada br por Cláudio Sunkel.


Sismo no Chile

Fevereiro 27, 2010

Um forte tremor de terra provocou pelo menos 78 mortes no Chile e originou um alerta de tsunami no Oceano Pacífico esta madrugada.

O abalo, que atingiu 8,8 na escala de Richter, foi sentido durante cerca de um minuto quando eram 03h34 no país sul-americano (06h34 em Portugal Continental).

Segundo os primeiros relatos, vários edifícios ruíram, houve cortes de energia e foram confirmadas 78 mortes, prevendo-se que o número oficial de vítimas vá disparar durante este sábado.

A presidente chilena Michelle Bachelet, que está prestes a ceder o lugar a Sebastian Piñera, dirigiu-se à população, apelando para que fiquem calmos apesar do “enorme terramoto”.

O epicentro do terramoto localizou-se no Pacífico, 325 quilómetros a sudoeste de Santiago do Chile, mas a apenas 90 quilómetros de Concepción, a segunda cidade chilena, onde vivem mais de 200 mil pessoas.

Relatos no Twitter indicam que a cidade de Chillán já foi considerada uma zona de catástrofe.

O sismo que arrasou o Haiti a 12 de Janeiro, provocando mais de 100 mil mortos, chegou a apenas 7,0 na escala de Richter.

GOVERNO DECLARA ESTADO DE CATÁSTROFE

Duas réplicas, de intensidade 6,2 e 5,6 levaram o governo do Chile a decretar já o estado de catástrofe no país. Na sequência do abalo principal, de 8,8 na escala de Richter, o Instituto Geológico dos Estados Unidos emitiu um alerta de tsunami ao Chile e ao Peru, enquanto o Japão optou também por reactivá-lo, depois de o ter levantado na sexta-feira à noite, após o seu território ter sido abalado por um terramoto de grau 7,7.  As autoridades norte-americanas colocaram também a Colômbia, a Antárctida,  toda a América Central e a Polinésia em vigilância.  

De acordo com o Instituto Geológico dos EUA, o abalo teve uma dimensão  para gerar um tsunami destrutivo que pode atingir a costa mais próxima do  epicentro em minutos e as zonas de litoral mais afastadas em horas’.

Embora não seja ainda possível verificar a amplitude dos estragos, as agências internacionais descrevem um cenário de ampla destruição com muitos danos materiais. 

‘ONDA DE 40 METROS’ NA ILHA DE JUAN FERNÁNDEZ

Ainda que a Presidente do país, Michelle Bachelet, tenha descartado a hipótese de tsunami, na ilha de Juan Fernández foi registada uma onda de grandes proporções que avançou até metade do seu território, tendo os habitantes sido obrigados a refugiarem-se em zonas mais elevadas.

A cadeia de televisão norte-americana CNN avança que a onde pode ter atingido uma altura de “40 metros”, embora não exista, para já, registo de vítimas. Por seu turno, as zonas costeiras da Ilha de Páscoa foram evacuadas perante a possibilidade de ser atingida por ondas gigantes.

Fonte : Correio da Manhã

Um pouco de geologia

A crosta oceânica é gerada a nível das dorsais (zonas onde as placas divergem). Se tanta crosta oceânica é criada e se a Terra não se está a ex­pandir (e temos muitas provas de que não o faz), então deve haver algum ponto na Terra em que a crosta é destruída para compensar.

E de facto é isso mesmo que acontece em redor das margens de boa parte do oceano Pacífico: nesses locais, as placas litosféricas convergem e uma das placas mergulha sob a outra, sendo trans­portada para as profundezas no interior da Terra. Estas zonas de colisão são conhecidas como «zonas de subducção», sendo assi­naladas à superfície por profundas fossas oceânicas e vulcões activos. As espectaculares cadeias vulcânicas que formam o famoso anel de fogo em redor das margens do Pacífico — os Andes, as ilhas Aleútas, os vulcões de Kamchatka, o Japão e as ilhas Marianas — devem a sua existência ao fenómeno da subducção.

 Ninguém tem a certeza de como a subducção começa, de quando duas placas começam a convergir, mas o elemento-chave desta operação parece ser a densidade. A densa crosta oceânica pode ser conduzida pela subducção para o interior da Terra e desaparecer sem deixar vestígios, enquanto que os continentes, relativamente leves, continuam para sempre à superfície. É por esta razão que o fundo do mar é jovem e os continentes são velhos: o fundo do mar não é apenas continuamente criado nas fracturas; é também conti­nuamente destruído nas zonas de subducção.

A realidade da subducção é confirmada pelos terramotos que a acompanham. Embora ocorram sismos em todos os tipos de limites tectónicos, apenas as zonas de subducção são caracteri­zadas por terramotos profundos, alguns a profundidades de 600 km ou mais. Estes terramotos já eram conhecidos muito antes de a tectónica de placas ser aceite.

Em 1928, o sismólogo japonês K. Wadati registou terramotos sob o Japão a profundi­dades de várias centenas de quilómetros. Aproximadamente 20 anos mais tarde, outro geofísico, Hugo Benioff, demonstrou que também noutras regiões do globo existem «grandes falhas», caracterizadas por terramotos frequentes, cravadas no manto a partir das fossas oceânicas. Descreveu falhas deste género ao longo da costa ocidental da América do Sul e no Sudoeste do Pacífico, na fossa de Tonga. Estas áreas não eram, então, reco­nhecidas como zonas de subducção; foi só mais tarde que com­preendemos que estas grandes zonas sísmicas planas seguem de perto o percurso das placas empurradas para dentro do manto.

Os terramotos ocorrem porque as placas oceâ­nicas continuam relativamente frias à medida que mergulham no

interior quente e, em contraste com o manto plástico que as rodeia, são suficientemente quebradiças (mesmo a grande pro­fundidade) para darem origem às fracturas que geram os terra­motos. Alguns dos terramotos mais profundos podem também ocorrer porque os minerais da placa se tornam instáveis devido às grandes pressões a que são sujeitos, formando minerais mais compactos de forma abrupta, com uma mudança repentina de volume.

Muitos dos maiores terramotos mundiais ocorrem junto a zonas de subducção. Isso não admira, se tivermos em conta o que ocorre nessas regiões: a colisão entre dois fragmentos gigantescos da superfície terrestre, cada um deles com cerca de 100 km de espes­sura, em que uma das placas é empurrada para debaixo da outra. Infelizmente, algumas áreas perto de zonas de subducção são den­samente habitadas. Podemos prever, com 100% de certeza, que ter­ramotos graves e destruidores continuarão a ocorrer nestas regiões, mas isso pouco conforta quem presenciou acontecimentos desas­trosos como os de Kobe, no Japão, aquando do terramoto do iní­cio de 1995.

Um das melhores notícias sobre sismos que vi ultimamente.

Fonte : Uma História (Breve) do Planeta Terra – J.D.MacDougall. Notícias Editorial


Terra Treme no Pacífico

Fevereiro 27, 2010

Dois sismos com magnitude superior a 6 ocorreram este fim de semana no chamado Anel de Fogo.

No Japão o sismo não provocou danos significativos, no Chile segundo informações disponíveis ao momento deste post ocorreu colapso de edificios em Santiago do Chile e destruição nas linhas comunicações.

Um sismo de magnitude 7 na escala de Richter ocorreu este sábado ao largo do Japão, a 81 quilómetros da ilha de Okinawa e a cerca de 22 quilómetros de profundidade, segundo o centro de vigilância sismológica dos Estados Unidos.

 

 

 

Sismo no Chile – Forte terramoto atinge o Chile

Segundo os serviços USGS, o sismo terá provocado destruição ao longo da costa chilena. Foi lançado um alerta de Tsunami para a região.

Sismo ao largo da costa chilena com magnitude de 8,8 causa pelo menos seis mortos

 Pelo menos seis pessoas morreram depois do violento tremor de terra que ocorreu esta manhã no Oceano Pacífico ao largo da costa do Chile e que registou uma magnitude de 8,8 na escala de Richter, de acordo com a última actualização feita pelo USGS (U.S. Geological Survey). Foi lançado um alerta de tsunami para as costas do Chile, Peru, Panamá, Costa Rica, Antárctida e Japão.

O mesmo serviço tinha anunciado em relatórios anteriores magnitudes de 8,3 e 8,5. O epicentro do abalo, registado às 03h34 locais (06h34 em Lisboa) e a uma profundidade de 35 quilómetros, localizou-se a 115 quilómetros a norte da cidade chilena de Conceição e a 325 quilómetros a sudoeste da capital, Santiago, refere o USGS.
O primeiro balanço foi dado pela Presidente Michelle Bachelet. A chefe de Estado teme que para além dos seis mortos já contabilizados o número de vítimas mortais possa vir a subir.
As linhas de telefone e energia eléctrica sofreram perturbações o que torna as comunicações mais difíceis para avaliar a proporção dos danos provocados pelo sismo.

Os canais de televisão locais avançam que houve danos no centro histórico de Santiago, a capital localizada a cerca de 325 quilómetros do epicentro. Muitas pessoas saíram para as ruas com medo dos efeitos do abalo. Algumas zonas da cidade ficaram totalmente às escuras.
Um sismo de magnitude superior a 8 na escala de Richter – que foi seguido de uma réplica de 6,2 – pode causar “enorme destruição”, de acordo com o USGS. O abalo que destruiu a capital do Haiti, Port-au-Prince, a 12 de Janeiro, registou 7 na mesma escala.

O The Pacific Tsunami Warning Center gerou um alerta de tsunami que pode ter sido destrutivo ao longo da costa mais próxima do epicentro e que pode também ter atingido outras costas mais distantes.

Fonte: http://publico.pt/Sociedade/sismo-ao-largo-da-costa-chilena-com-magnitude-de-88-causa-pelo-menos-16-mortos_1424693