Equinodermes nos mares do Jurássico

A formação de um fóssil pode levar milhões de anos e requer a ocorrência de diversas condições em simultâneo. Assim que morrem, os cadáveres dos organismos começam imediatamente a sofrer o processo de decomposição. Para que um organismo fossilize, ele terá de ficar coberto ou isolado dos agentes de deterioração. Mas embora enterrados, os cadáveres sofrem alterações, as estruturas moles dos seus corpos decompõem-se tão depressa que dificilmente são conservados e fossilizados. É por isso que fósseis inteiros de seres vivos são muito raros, a grande maioria corresponde, apenas, às partes duras esqueléticas, conchas, dentes, ossos, carapaças, espículas, etc. Embora as condições do meio marinho sejam mais favoráveis à formação de fósseis, também em terra existem zonas com condições que permitem a fossilização de seres vivos. Estamos a falar dos lagos, zonas pantanosas, desertos e zonas geladas.

Equinodermes (Mesozoico) - Blacksmoker

A jazida do Cabeço da Ladeira localiza-se numa antiga pedreira de laje calcária da freguesia de São Bento, concelho de Porto de Mós, enquadrando-se no Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros (PNSAC). No decorrer da exploração desta pedreira foram descobertos fósseis de equinodermes cuja importância científica e educativa justificou a sua identificação como geossítio.

Esta região integra-se no Maciço Calcário Estremenho, o qual corresponde a uma unidade morfostrutural do setor central da Bacia Lusitaniana, sobrelevada tectonicamente por efeito dos esforços compressivos alpinos. Este maciço encontra-se estruturado em três regiões elevadas distintas e separadas entre si por depressões alongadas, aflorando essencialmente rochas calcárias do Jurássico Médio e Superior, apresentando-se. O Jurássico Médio é constituído sobretudo por calcários de cores claras, mas de natureza diversa, e aflora nas regiões elevadas. O Jurássico Superior encontra-se materializado por calcários e margas de cores acastanhadas e acinzentadas e aflora nas zonas deprimidas que estão controladas por acidentes tectónicos, Foto 1.Equinodermes (Mesozoico) - Blacksmoker-4Foto 1 – A jazida do Cabeço da Ladeira enquadra-se numa dessas zonas elevadas onde afloram rochas do Jurássico Médio que é conhecida por Planalto de Santo António. Nas imediações da jazida e fazendo uso da nomenclatura litostratigráfica, o Jurássico Médio compreende, da base para o topo, a Formação de Barranco do Zambujal (Aaleniano – Bajociano inferior), o Membro de Calcários de Vale da Serra (Bajociano superior) da Formação de Chão de Pias. Este processo consiste na reprodução da morfologia interna ou externa de um resto de organismo pelo sedimento consolidado que o preenche ou envolve, respectivamente. Chama-se molde interno quando a reprodução é do interior do organismo, por exemplo, o interior das conchas. O molde externo reproduz a morfologia externa do organismo fóssil.

Na jazida é possível observar uma importante quantidade de fósseis de equinodermes, Foto 2, pertencentes a três classes distintas, nomeadamente Echinoidea (ouriços-do-mar), Asteroidea (estrelas-do-mar) e Crinoidea (lírios-do-mar).

 

Foto 2 – Exemplos de alguns fósseis da jazida do Cabeço da Ladeira. Estes restos fossilizados correspondem aos diferentes ossículos que compõe o endosqueleto destes animais. Devido à atividade extrativa ocorrida naquele local e aos agentes erosivos, os exemplares fósseis observados atualmente correspondem maioritariamente a moldes externos, existindo alguns exemplares com o endosqueleto ainda preservado. Para que estes organismos sejam preservados e fossilizados nas condições expostas, é necessário impedir que os ossículos se soltem antes do enterramento, sendo necessário diminuir/impedir a ação bacteriana, quer através do rápido soterramento, quer através da diminuição do contacto com o oxigénio.

Neste local ocorrem ainda várias estruturas sedimentares, onde as ripple marks são um dos elementos mais visíveis. Estas estendem-se por vários metros quadrados na superfície de duas camadas

Equinodermes 

Os equinodermes (do grego echinos, espinho, e dermatos, pele) são animais marinhos que apresentam, em geral, espinhos na superfície do corpo. Daí o nome do filo. Os seus representantes mais conhecidos, bem comuns nas nossas praias são as estrelas-do-mar, os ouriços-do-mar, as bolachas-de-praia e as holotúrias (pepinos-do-mar), Foto 3.

Equinodermes_

Foto 3 –  Este filo (Echinodermata) reúne mais de 6 mil espécies distribuídas em cinco classes: Asteroidea (estrelas-do-mar), Echinoidea (ouriços-do-mar), Holothuroidea (pepinos-do-mar), Crinoidea (lírios-do-mar) e Ophiuroidea (serpentes -do-mar).

Anatomia 

A estrutura exclusiva dos equinodermes é o sistema vascular aquífero ou sistema ambulacrário. Este, é constituído por um canal central, em comunicação com canais radiais. Dos canais radiais partem vários pares de ampolas, com os respetivos pés ambulacrários. Contrações e relaxamentos dos músculos das ampolas do sistema ambulacrário provocam variações da pressão do líquido circulante permitindo a sua lenta locomoção. O sistema digestivo é completo (exceto nos Ofiuros). As estrelas-do-mar são carnívoras e predadoras e o seu alimento preferido são as ostras. Apesar da potente musculatura das ostras, as estrelas-do-mar conseguem abrir-lhes as valvas, introduzir o seu estômago e lançar enzimas, ocorrendo uma digestão externa. Os ouriços-do-mar alimentam-se de algas, que são trituradas pelos cinco dentes calcários, que formam a lanterna de Aristóteles, Foto 4.

Ouriço-2

Foto 4 – Ouriços-do-mar alimentam-se de algas e detritos orgânicos, podendo deslocar-se sobre o fundo do mar como as estrelas-do-mar, ou viver fixos nas rochas, onde escavam buracos que servem de habitação. Os crinoides, ou os lírios-do-mar, lembram flores, e a maioria vive fixa nas rochas submersas, filtrando o seu alimento da água do mar. Os ofiuróides, ou serpentes-do-mar, têm braços finos e longos que executam movimentos ondulantes, por meio dos quais se deslocam sobre o fundo marinho à procura dos detritos orgânicos de que se alimentam. Uma característica notável dos equinodermes é a sua capacidade de regeneração. Ouriços-do-mar, por exemplo, regeneram continuamente os seus espinhos e as estrelas-do-mar podem regenerar um ou mais braços perdidos.

Os registos fósseis mais antigos de equinodermes ocorrem em rochas do início do Câmbrico (Paleozoico) apesar de ter sido descoberto um fóssil de um ser que parece ser de um equinoderme, que terá vivido no período Ediacara, há mais de 570 milhões de anos. Acredita-se que os equinodermes tenham uma origem filogenética na regressão de um tipo de animal mais evoluído e ativo, pois as suas larvas apresentam simetria bilateral e os adultos simetria radial e hábitos sedentários. A presença de endoesqueleto e desenvolvimento embrionário permitem afirmar que os equinodermes tenham tido origem num ancestral comum com os cordados.

Principais classes do Filo Echinodermata

Classe Asteroidea (estrelas-do-mar) – Corpo achatado, em forma de estrela, usualmente com cinco braços (até 42). Boca e pés ambulacrários localizados na região voltada para o substrato (região oral). Ânus na região superior (aboral). Predadores, alimentam-se de moluscos, crustáceos e anelídeos.

Estrela do Mar.jpg

Classe Echinoidea (ouriços-do-mar) – Corpo circular, abaulados (ouriços) ou achatados (bolachas-de-praia), sem braços. Boca localizada na região voltada para o substrato. Ânus na região superior. Pés ambulacrais distribuídos por todo o corpo. Locomoção pela movimentação dos espinhos e pés ambulacrais. Esqueleto formado por placas calcárias fundidas, formando uma carapaça interna. Alimentam-se de algas e detritos raspados de rochas.

Ouriço

Classe Holothuroidea (Pepinos-do-mar) – Corpo alongado, sem braços. Diferem do padrão do filo por apresentar corpo macio e alongado. Boca localizada em uma das extremidades do corpo (região oral), rodeada por tentáculos. Ânus na região oposta (aboral). Locomoção por pés ambulacrais distribuídos em fileiras ao longo do corpo. Alimentam-se de detritos orgânicos acumulados nos fundos lodosos e arenosos.

Classe Crinoidea (lírios-do-mar) – Corpo em forma de taça, com cinco braços ramificados e flexíveis, que lembram plumas. Algumas espécies vivem fixadas em rochas por um pedúnculo, outras podem nadar. Boca e ânus localizados na região oposta ao substrato. Alimentam-se de plâncton  e detritos orgânicos em suspensão na água, capturados pelos cílios dos tentáculos em torno da boca.

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Classe Ophiuroidea (serpentes-do-mar) – Corpo achatado, com cinco braços finos e flexíveis, separados uns dos outros e ligados a um disco central. Boca localizada na região voltada para o substrato. Não há ânus. Locomovem-se pela ondulação dos braços. Alimentam-se de pequenos crustáceos, moluscos e detritos orgânicos do fundo.

serpentes do mar

 

Fontes consultadas:

http://www.lneg.pt/download/9768/53_2990_ART_CG14_ESPECIAL_III.pdf

Kullberg, J.C., Rocha, R.B., Soares, A.F., Rey, J., Terrinha, P., Azerêdo, A.C., Callapez, P., Duarte, L.V., Kullberg, M.C., Martins, L., Miranda, J.R., Alves, C., Mata, J., Madeira, J., Mateus, O., Moreira, M., Nogueira, C.R., 2013. A Bacia Lusitaniana: Estratigrafia, Paleogeografia e Tectónica. In: R. Dias, A. Araújo, P., Terrinha, J.C. Kulberg, (Eds). Geologia de Portugal, Vol. II – Geologia Meso-cenozóica de Portugal. Escolar Editora, Lisboa, 798 p. Manuppella, G., Barbosa, B., Machado, B., Carvalho, J., Bartolomeu, A., 1998. Folha 27-A (Vila Nova de Ourém). Carta Geológica de Portugal, Escala 1:50.000, 2ª edição. Instituto Geológico e Mineiro, Lisboa.

Manuppella, G., Barbosa, B., Azerêdo, A.C., Carvalho, J., Crispim, J., Machado, S., Sampaio, J., 1999. Folha 27-C (Torres Novas) da Carta Geológica de Portugal à escala 1:50.000. Carta Geológica de Portugal, Escala 1:50.000, 2ª edição. Instituto Geológico e Mineiro, Lisboa.

 

 

Icnofóssil do Cabo Mondego

São fósseis de vestígios da atividade biológica de organismos do passado, Foto 1, preservados em sedimentos, rochas ou em corpos fósseis.

Icnofóssil

Foto 1Icnofóssil de uma pegada de um dinossáurio carnívoro em rochas do Jurássico (Mesozoico) na região do Cabo Mondego (Serra da Boa Viagem).  O Cabo Mondego situa-se no bordo ocidental da Serra da Boa Viagem, ao longo da costa atlântica, entre as praias da Murtinheira e da Figueira da Foz. Representa alguns dos mais importantes episódios da História da Terra ocorridos durante o Jurássico. O afloramento corresponde a uma série de sedimentos marinhos e fluviolacustres rico em informações paleontológicas, sedimentológicas e paleomagnéticas. Inclui níveis com as mais antigas pegadas de megalossaurídeos (dinossáurios bípedes e carnívoros) descritas em Portugal e cuja primeira referência data de 1884.

Como exemplos de icnofósseis referem-se as pegadas, pistas de deslocação, marcas de dentadas, excrementos (coprólitos), ovos, túneis, etc. Os icnofósseis são importantes pois possibilitam o registo da presença de animais de corpo mole que normalmente não se preservam, mostram a diversidade de comportamentos das populações fossilíferas, auxiliam nas interpretações paleoambientais e paleoecológicas e indicam o topo e a base das camadas.

Dinossáurio descoberto na Tanzânia

“Eles estão para os dinossáurios como os chimpanzés estão para os humanos – como primos”, disse Irmis. Um dos investigadores responsável por este achado, revelou também que o animal não era o que os paleontólogos esperavam. “Era uma pequena e estranha criatura. Nós sempre pensamos que os mais antigos parentes (dos dinossáurios) fossem animais pequenos, bípedes e carnívoros. Esses animais andavam sobre quatro patas e tinham bicos e dentes de herbívoros”, explicou à BBC.

Um grupo de paleontólogos americanos descobriu fósseis de um animal muito semelhante aos dinossáurios que, porém, viveu dez milhões de anos antes dos dinossáurios mais antigos conhecidos até ao momento, anuncia um estudo publicado hoje na revista Nature.

Esta nova espécie descoberta no sul da Tanzânia foi apelidada de “Asilisaurus kongwe” e, de acordo com os investigadores, está para os dinossauros como o homem está para os chimpanzés, pois, embora pertença a um grupo de animais com características comuns aos dinossáurios, difere em alguns aspectos-chave.

Os especímenes encontrados têm 240 milhões de anos e os fósseis de dinossáurio mais antigos até hoje descobertos têm 230 milhões de anos. Os investigadores acreditam assim que, embora tenham antepassados comuns, estas duas linhagens divergiram há pelo menos 240 milhões de anos e que, dada a proximidade entre estas duas espécies, os dinossáurios começaram a habitar a Terra mais cedo do que se pensava até então.

Sterling Nesbitt, investigador da Universidade do Texas e coordenador desta investigação, acredita também que a forma como estes animais se alimentavam evoluiu várias vezes em menos de dez milhões de anos, um período relativamente curto, quando se fala em dinossáurios. Embora fossem carnívoros, tornaram-se omnívoros quando passaram a incluir na sua dieta plantas, o que lhes permitiu viver em ambientes variados.

O asilisaurus era um quadrúpede que media entre 50 centímetros e um metro de altura e tinha entre um e três metros de comprimento, pesando entre 10 e 30 quilos.Os fósseis encontrados pertenciam a 14 indivíduos e permitiram a reconstrução do esqueleto quase completo deste animal, exceptuando algumas partes do crânio e das patas.

Descoberta de pegadas de dinossáurios em França

 

Uma descoberta colossal!!
As maiores pegadas de dinossauro conhecidas até ao momento foram descobertas no sul de França, perto de Lyon , em Abril passado. Os estudos divulgados pelo Centro Nacional de Investigação Científica francês dão conta que pertencem a dinossauros herbívoros com 30 toneladas de peso e 25 metros de comprimento. As pegadas têm entre 1,20 e 1,50 metros de diâmetro. Os investigadores do Laboratório de Paleontologia da Universidade de Lyon, Jean-Pierre Mazin e Pierre Hantzpergue, explicam que as pegadas foram conservadas devido a uma capa calcária de 150 milhões de anos, período durante o qual a zona estava coberta por um mar quente e pouco profundo. As investigações indicam que as pegadas, que se estendem ao longo de cem metros, mostram que os saurópodes vaguearam por este território durante uma fase de emersão da região, ou seja, durante uma descida do nível do mar.

Para investigar a fundo as pegadas será necessária uma vasta equipa e muitos meios técnicos. O Centro Nacional de Investigação Científica afirma que escavações nos próximos anos podem mesmo revelar este espaço como o maior a conter registos deste género.

Fonte : http://www.lepoint.fr/actualites-societe/2009-10-06/sciences-decouverte-d-enormes-empreintes-de-dinosaures-dans-l-ain/920/0/383180[06/10/2009

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=35693&op=all

Geomagnetismo e Geocronologia

 

O nosso planeta possui um campo magnético que, possivelmente, resulta do movimento dos fluidos metálicos do núcleo exterior em fusão. Este movimento gera correntes eléctricas fracas que, em interacção com a rotação mecânica do fluido, associada ao movimento de rotação do planeta, gera um campo magnético auto-sustentável.

Alguns materiais rochosos têm estruturas atómicas que mudam sob a influência de um campo magnético, ficando as suas partículas orientadas relativamente às linhas de força magnética.

Se a modificação induzida na orientação das partículas persistir, o material retém as suas propriedades magnéticas depois do campo magnetizante ter sido afastado.Assim, algumas rochas tornam-se magnetizadas pela influência do campo magnético da Terra na altura da sua formação (por solidificação dos materiais magmáticos ou, em menor escala, por sedimentação).Retêm então um registo fóssil do campo magnético terrestre (paleomagnetismo) tal como existia no local e no momento da sua formação. Através de estudos de magnetismo fóssil de rochas de várias idades, foi possível estabelecer que o campo magnético terrestre tem sofrido ao longo do tempo geológico inversões completas, tendo o pólo norte magnético passado a ser pólo sul magnético e vice-versa.

Os estudos de magnetismo terrestre foram determinantes para a elaboração de modelos de expansão do fundo oceânico que haveriam de sustentar a teoria geral da tectónica de placas.

Geocronologia
Em época de exames surgem dúvidas e mais dúvidas nos nossos alunos. Perguntaram-me como era possível datar os fósseis. E a datação seria absoluta ou relativa.
A minha resposta possível:

Há muito que sabemos como dispor os fósseis de acordo com a sua ordem de depósito. O método está inerente à palavra «depósito». Os fósseis mais recentes estão obviamente depositados em cima, e não em baixo dos fósseis mais antigos e encontram-se consequentemente acima deles nos sedimen-tos rochosos (Hutton e Steno). Por vezes, as erupções vulcânicas podem revolver grandes pedaços de rocha e a ordem em que se encontram os fósseis à medida que se escava pode, é claro, estar invertida por completo; mas isto é suficientemente raro para a sua ocorrência ser evidente. Aliás em Geologia de 11º não se dão exemplos de camadas invertidas. Embora raramente se encontre um registo histórico completo à medida que se vai escavando nas rochas de determinada zona, pode reconstituir-se um bom registo a partir das porções sobrepostas de diferentes zonas (na realidade, embora eu use a imagem de «escavar», os paleontólogos raramente escavam literalmente os diversos estratos; é mais provável encontrarem os fósseis quando são expostos pela erosão, a várias profundidades).

Muito antes de saberem como datar os fósseis com efectivos milhões de anos, os paleontólogos tinham inventado um esquema fiável para as eras geológicas e sabiam com pormenor a sua sequência. Algumas espécies de conchas são indicadores tão seguros da idade das rochas que se encontram entre os principais indicadores utilizados pelos prospectores de petróleo em campo. Por si sós, no entanto, apenas nos podem falar das idades relativas dos estratos de rochas, nunca das suas idades absolutas.

 

Mais recentemente, os avanços da física deram-nos métodos que nos permitem atribuir datas absolutas, em milhões de anos, às rochas e aos fósseis nelas contidos. Estes métodos dependem do facto de determinados elementos radiactivos se desintegrarem a velocidades rigorosamente conhecidas.

É como se cronógrafos miniaturizados de precisão tivessem sido convenientemente enterrados nas rochas. Cada cronógrafo foi posto a funcionar no momento em que foi depositado. Tudo o que o paleontólogo tem de fazer é desenterrá-lo e fazer a leitura do tempo registado no mostrador. Os diversos tipos de cronógrafos geológicos radiactivos baseados na desintegração funcionam a diferentes velocidades.

http://docs.thinkfree.com/docs/view.php?dsn=846340

 

 

 

 

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