Maremotos e Tsunamis

Definição retirada de um manual escolar que utilizo nas aulas (nos outros também vem assim) – Se o epicentro se localizar na crosta oceânica poderá ocorrer a formação de ondas gigantes denominadas maremotos, rás de maré ou tsunami.  Maremoto – Onda gigante provocada por um sismo.

Esmiuçando este conceitos, os alunos e os docentes ficam confusos.

Um Maremoto é um sismo em região coberta por um oceano. É ocasionado pelo deslocamento das placas tectónicas. Os grandes maremotos produzem ondas gigantescas chamadas tsunamis que se deslocam por quilómetros a alta velocidade. Às vezes essas ondas atingem ilhas e costas dos continentes, provocando destruição material e mortes nos locais habitados.

Um tsunami (do japonês 津波 significando literalmente onda de porto) é uma onda ou uma série delas que ocorrem após perturbações abruptas que deslocam verticalmente a coluna de água, como, por exemplo, um sismo, actividade vulcânica, abrupto deslocamento de terras ou gelo ou devido ao impacto de um meteorito dentro ou perto do mar. Há quem identifique o termo com “maremoto” — contudo, maremoto refere-se a um sismo no fundo do mar, semelhante a um sismo em terra firme e que pode, de facto originar um(a) tsunami.

E agora como resolver a questão?

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Maremotos e o Dilúvio

Os sismos no mar e os maremotos

Maremoto é o termo português para Tsunami.

Quando um abalo se produz no mar, propagam-se ondas elásticas através da água: são estas ondas que provocam choques a bordo dos navios, fazendo, por vezes, crer aos seus capitães que o barco encalhou num banco de areia. Questionários análogos àqueles que são usados em terra permitem obter algumas indicações acerca da intensidade dos abalos sentidos no mar. No entanto, a fraca densidade de observadores impede geralmente uma determinação macrossísmica exacta do epicentro.

Mas um sismo submarino pode também conduzir a modificações bruscas do fundo oceânico, e em particular a desabamentos; produz-se então um «apelo» às massas de água vizinhas que invadem o espaço livre: o mar começa por se afastar da costa, mas em breve a massa de água entra em vibração e regressa à costa, destruindo tudo na sua passagem. É esta a explicação dos maremotos, particularmente frequentes nas costas do Japão e do Chile, vizinhos das grandes fossas oceânicas, que são, como veremos mais adiante, a origem de numerosos sismos. No Japão, os “tsunamis” são tanto mais violentos quanto mais recortada é a costa e mais baías em forma de V apresenta. A vaga, muralha de água rebentando na costa, pode então atingir 20 m a 30 m de altura, como sucedeu quando do grande tsunami de Sanriku (15 de Junho de 1896), que causou a morte de 27 000 pessoas e destruiu mais de 10000 casas.

Suess explica o acontecimento conhecido pela designação de Dilúvio através de um maremoto que teria sido desencadeado por um violento sismo originado no golfo Pérsico e que teria destruído a planície do Baixo Eufrates. O importante tremor de terra produzido no golfo de Oman, em 27 de Novembro de 1945, em ligação com as cadeias submarinas iranianas, e que foi acompanhado dum maremoto destruidor nas costas do Balochistâo e da Índia, proporciona uma justificação desta audaciosa hipótese.

Os sismos originados na fossa que margina as ilhas Aleútas dão frequentemente origem a maremotos devastadores nas costas das ilhas Havai e mesmo das ilhas Marquesas e das ilhas austrais. Após a catástrofe de l de Abril de 1948 foi criado pelas autoridades americanas um serviço de protecção: estações sismológicas, munidas de aparelhos avisadores de sismos, determinam rapidamente o epicentro e estações fornecidas de marégrafos seguem o desenvolvimento da vaga, cuja velocidade de propagação através do oceano Pacífico é de 800 km/h aproximadamente; a 9 de Março de 1957 pôde ser dado a tempo o alerta nas ilhas ameaçadas.

Um maremoto devastador originado na costa do Chile, quando do grande sismo de 22 de Maio de 1960, submergiu os portos de numerosas cidades costeiras,  e depois atravessou todo o Pacífico; nas ilhas Havai, apesar do alerta, houve 61 mortos: uma educação mais completa da população é, sem dúvida, a chave do sistema de protecção.

Mais recentemente (Wikipédia)

O Terramoto  do oceano Índico de 2004 ocorreu a 26 de Dezembro daquele ano, por volta das oito da manhã na hora local da região de seu epicentro, em pleno oceano (devendo por isso ser designado como maremoto), a oeste da ilha de Sumatra, nas coordenadas 3,298°N latitude e 95,779°O longitude. O abalo teve magnitude sísmica estimada primeiramente em 8,9 na Escala de Richter, posteriormente elevada para 9,0, sendo o sismo mais violento registado desde 1960 e um dos cinco maiores dos últimos cem anos. Ao tremor de terra seguiu-se um tsunami de cerca de dez metros de altura que devastou as zonas costeiras . O tsunami atravessou o Oceano Índico e provocou destruição nas zonas costeiras da África oriental, nomeadamente na Tanzânia, Somália e Quénia.

O terramoto foi causado por ruptura na zona de subducção onde a placa tectónica da Índia mergulha por baixo da placa da Birmânia. A área de ruptura está calculada em cerca de 1,200 km de comprimento e a deslocação relativa das placas em cerca de 15 m. Este deslocamento pode parecer pouco, mas em condições normais as placas oceânicas movimentam-se com velocidade da ordem do milímetro por ano. A energia libertada provocou o terramoto de magnitude elevada, enquanto que a deslocação do fundo do oceano, quer das placas tectónicas quer de sedimentos remobilizados pelo abalo, deram origem ao tsunami.

O número de vítimas, que era de aproximadamente 150.000, elevou-se para 220.000 quando o governo da Indonésia suspendeu as buscas por 70.000 desaparecidos e os incluiu no saldo de vítimas fatais do desastre.

Fonte : Wikipédia / Sismos e Vulcões – Jean-Pierre Rothé (Europa-América)

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