Rapakivi

Rapakivi – (do finlandês significando rocha friável, rocha podre). Esta palavra foi originalmente utilizada para designar um tipo de granito da Finlândia que se alterava facilmente produzindo um amontoado de saprolito grosseiro. Mais tarde estudos petrológicos realizados por Sederholm (1891) mostraram que esta facilidade para se alterar estava associada a um tipo particular de textura na qual feldspatos potássicos ovóides (B) eram circundados por plagioclases sódicas (A).

Fotografia de um granito com textura Rapakivi – Universidade do Minho

Actualmente alguns autores ampliaram o uso do termo rapakivi para toda textura onde um feldspato potássico é recoberto por uma fase mais sódica, mesmo que este núcleo não apresente forma ovóide, sendo que o termo rapakivi tanto é utilizado para se refirir à textura anteriormente citada como para denominar o granito que a apresenta, isto é, granito rapakivi (aquele com textura rapakivi). Contrariamente, temos textura anti-rapakivi quando um feldspato com núcleo sódico é evolvido pro K-feldspato (feldspato potássico).

Fonte : http://www.dicionario.pro.br/dicionario/index.php/Rapakivi

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Dijunção Esferoidal

Muitas rochas formam-se em condições de pressão e de temperatura (origem profunda) muito diferentes daquelas que se verificam na superfície da Terra. Quando, por acção de movimentos tectónicos, estas rochas são expostas à superfície, sofrem uma descompressão. Deste processo pode resultar a formação de diáclases (famílias de fracturas) ou a formação de capas concêntricas (semelhantes às escamas carnudas de uma cebola) em torno de um núcleo mais resistente da rocha – dijunção esferoidal. Qualquer um dos fenómenos acima mencionados facilita a actuação dos processos de meteorização e conduzem à desagregação da rocha.

Dijunção esferóidal – Praia da Madalena (Gaia) – PT