Plumas Térmicas

Junho 16, 2010

Quais os argumentos a favor das plumas térmicas?

O valor obtido pelo cálculo da razão hélio-4/hélio-3, em muitos basaltos oceânicos, é utilizado como argumento a favor da existência das plumas térmicas. O hélio-3 é um isótopo considerado primordial, uma vez que a maior parte deste isótopo foi originado na altura da formação do Universo, sendo incorporado aquando da formação do nosso planeta. Este isótopo, que deve existir nos materiais que constituem as camadas mais internas do planeta, não é produzido através da desintegração de qualquer outro isótopo radiactivo, pelo que a sua concentração é aproximadamente constante. O hélio-4 resulta da desintegração radiactiva de outros isótopos, como o urânio e o tório, elementos que se encontram concentrados nas regiões superiores da Terra, acumulando-se no decurso do tempo. Deste modo, quando, numa amostra de um determinado basalto, a razão entre hélio-4/hélio-3 é baixa, podemos supor que a quantidade de hélio-3 é maior, o que pode ser indicativo de uma origem profunda, onde os movimentos convectivos teriam uma participação quase nula. Os basaltos que ocorrem em muitas ilhas vulcânicas apresentam razões hélio-4/hélio-3 muito inferiores às dos basaltos recolhidos junto das dorsais oceânicas.

Em 1989, Vincent Courtillot, do Instituto de Física do Globo, em Paris, propôs a ideia de que a subida das plumas térmicas próximas da superfície originaria a perfuração da litosfera, o que seria responsável pelo aparecimento de um vulcanismo de grande amplitude com a emissão de milhões de quilómetros cúbicos de lavas basálticas.

Os traps do Decão, na Índia, estendem-se sobre uma superfície aproximada de um milhão de quilómetros quadrados e sobre uma espessura de pelo menos três quilómetros. Este cataclismo vulcânico ocorreu há, aproximadamente, 65 milhões de anos, no fim do Cretácico, num período extremamente curto da história da Terra (menos de um milhão de anos). Tal fenómeno pode estar relacionado com o nascimento de uma pluma térmica e pode ter contribuído de forma importante para o desaparecimento, nessa altura, dos grandes répteis e de muitas outras espécies. Por conseguinte, estes fenómenos vulcânicos, que estariam na origem destes volumes gigantescos de basaltos (traps), teriam perturbado fortemente o clima terrestre, sendo possível relacioná-los com as grandes extinções biológicas que marcam o fim de uma era geológica e o início de outra.
O responsável por este grande evento vulcânico associado ao aparecimento dos traps do Decão seria, então, o “nascimento” de um ponto quente que actualmente se encontra sobre a ilha da Reunião.
Os “pontos quentes” originados pela existência de plumas térmicas explicariam igualmente a abertura de novas dorsais. A dorsal do Atlântico teria sido originada, segundo esta perspectiva, devido à acção de “pontos quentes” que actualmente se encontram situados nas ilhas de Santa Helena e Tristão da Cunha, no Sul, e sob os Açores e a Islândia, no Norte. As plumas térmicas teriam, deste modo, desempenhado um importantíssimo papel, há, aproximadamente, 200 milhões de anos, na fracturação da Pangea.

Fonte : Jean-Paul Montagner, “Panaches mantelliques: des chalumeaux mythiques?”, in Pour la Science, Janeiro de 2005


Descoberta de pegadas de dinossáurios em França

Outubro 7, 2009

 

Uma descoberta colossal!!
As maiores pegadas de dinossauro conhecidas até ao momento foram descobertas no sul de França, perto de Lyon , em Abril passado. Os estudos divulgados pelo Centro Nacional de Investigação Científica francês dão conta que pertencem a dinossauros herbívoros com 30 toneladas de peso e 25 metros de comprimento. As pegadas têm entre 1,20 e 1,50 metros de diâmetro. Os investigadores do Laboratório de Paleontologia da Universidade de Lyon, Jean-Pierre Mazin e Pierre Hantzpergue, explicam que as pegadas foram conservadas devido a uma capa calcária de 150 milhões de anos, período durante o qual a zona estava coberta por um mar quente e pouco profundo. As investigações indicam que as pegadas, que se estendem ao longo de cem metros, mostram que os saurópodes vaguearam por este território durante uma fase de emersão da região, ou seja, durante uma descida do nível do mar.

Para investigar a fundo as pegadas será necessária uma vasta equipa e muitos meios técnicos. O Centro Nacional de Investigação Científica afirma que escavações nos próximos anos podem mesmo revelar este espaço como o maior a conter registos deste género.

Fonte : http://www.lepoint.fr/actualites-societe/2009-10-06/sciences-decouverte-d-enormes-empreintes-de-dinosaures-dans-l-ain/920/0/383180[06/10/2009

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=35693&op=all


Galinhas descendem do T-Rex

Abril 27, 2008

Análises revelam que temível dinossauro não é mais do que um galináceo crescido.

Fonte : Revista Science

Outros Monstros (neste caso, Marinhos)

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http://science.nationalgeographic.com/science/photos/permian-period/dinogorgon-skull.html

 

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http://www.nationalgeographic.com/seamonsters/photogallery/ammonites.html

 

Dinossauros e os autocarros de dois andares!

24638.jpgSegundo um artigo publicado quarta-feira no Journal of Vertebrate Paleontology, o ‘Carcharodontosaurus iguidensis’ foi um dos maiores dinossauros carnívoros bípedes descobertos até agora. Teria de 13 a 14 metros de comprimento e seria mais alto do que um autocarro de dois andares. O seu crânio mediria cerca de 1,75 metros de comprimento e os seus dentes seriam do tamanho de bananas.

Steve Brusatte, estudante da Universidade de Bristol, explica que a espécie agora identificada é afinal ‘prima’ do já conhecido ‘Carcharodontosaurus saharicus’, cujos primeiros restos foram descobertos em 1920, mas apenas consistiam em dois dentes que foram entretanto perdidos.

Segundo o principal autor do artigo, outros restos deste ‘Carcharodontosaurus saharicus’ foram descobertos no Saara marroquino e descritos nos anos 30 do século passado, mas acabaram por ser destruídos quando a cidade de Munique, na Alemanha, foi bombardeada em 1944. “Desde então, um crânio de Carcharodontosaurus saharicus apareceu no sahara marroquino e foi descrito há uma década. Como podem ver, as provas deste dinossauro são muito raras!”, afirma.

O fóssil agora identificado como uma nova espécie de ‘Carcharodontosaurus’ diferente da do Sahara foi encontrado em 1997 noutra região de África durante uma expedição ao Níger liderada por Paul Sereno, da Universidade de Chicago, co-autor deste trabalho. Os restos mostram numerosas diferenças em relação aos fósseis encontrados em Marrocos, permitindo a Bursatte nomeá-lo como ‘Carcharodontosaurus iguidensis’.

Há 95 milhões de anos

Inclui muitas peças do crânio: partes do focinho, maxilar inferior e caixa cerebral, assim como partes do pescoço. A nova classificação mostra que um número de espécies diferentes de grandes terópodes, dinossauros bípedes e carnívoros, viveram simultaneamente em África há 95 milhões de anos.

Dois outros mega-carnívoros são conhecidos por terem habitado o ecossistema do Sahara ao mesmo tempo: o ‘Spinosaurus’, uma criatura com barbatana dorsal que pode ter crescido mais de 18 metros de comprimento, e o ligeiramente mais pequeno ‘Abelisaurid’, terópode caracterizado por membros traseiros atarracados e extensiva ornamentação nos ossos do crânio.

Ambos podiam chegar até cerca dos nove metros de altura. Brusatte explica que o mundo cretáceo de há 95 milhões de anos atrás foi o tempo de alguns dos maiores níveis atingidos pelo mar e dos climas mais quentes na história da Terra. “Parece que mares de pouca profundidade dividiam Marrocos e o Níger, permitindo a separação evolucionária de espécies nas duas regiões”, realça.

“Isto tem implicações para o mundo de hoje no qual as temperaturas e os níveis do mar estão a aumentar. É precisamente pelo estudo destas espécies de ecossistemas que podemos esperar compreender como o nosso mundo moderno pode mudar”, conclui.


Dinossauro Carnívoro do Níger (Notícia do Público- 13/12/07)

Dezembro 13, 2007

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