O mito do dióxido de carbono

Julho 28, 2009

 

Um novo livro de Christian Gerondeau – CO2: un mythe planétaire, não editado em português (talvez não seja politicamente correcto), com prefácio de Valéry Giscard d’Estaing, com uma visão moderna da problemática do CO2 – dióxido de carbono.

A linha de pensamento expressa é original, muito semelhante a Bjorn Lomborg, levantando uma série de questões fundamentais. A ideia que ele expressa, a de que não é possível baixar as concentrações de CO2 é totalmente correcta. Defende igualmente que as evoluções climáticas e dos níveis de concentração de CO2 são tudo, menos correlações significativas. Deduz que das quantidades muito significativas de dinheiro que estão a ser dirigidas para a salvação do Planeta, muitas são um desperdício. Um exemplo evidenciado diz respeito às eólicas em França, cuja electricidade até nem é precisa, desfigurando as paisagens e consumindo valiosos recursos públicos. Depois, o nuclear, pois é, a energia nuclear não emite dióxido de carbono mas a pressão das verdes melancias continuam a dominar na politica europeia, fossilizados no tempo presos ao fundamentalismo – nuclear, no thanks!.

A ler.

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Björn Lomborg e o aquecimento global

Abril 10, 2009

Em Abril de 2007 foi publicado em Portugal o segundo livro do dinamarquês Björn Lomborg.  De fácil leitura, este livro provocador defende que muitas das acções que estão a ser tomadas em consideração para travar o aquecimento global vão custar centenas de biliões de dólares. Além disso, são frequentemente baseadas em factores emocionais e não estritamente científicos e, provavelmente, vão ter pouco impacto na temperatura do planeta. Em vez de começarmos pelos processos mais radicais, Lomborg defende que, primeiro que tudo, devemos concentrar os nossos recursos em preocupações mais imediatas, tais como a luta contra a malária ou a SIDA e assegurar uma reserva segura de água potável.

Se nos conseguirmos acalmar, é provável que deixemos o século XXI com sociedades mais fortes, sem níveis extremos de morte, de sofrimento e de perda e com muitas nações mais ricas, com oportunidades inimagináveis, num ambiente mais limpo e saudável.

Um segundo livro, na realidade o primeiro deste economista, O Ambientalista Céptico, é mais “pesado”. Muito ao gosto de Al Gore, temos gráficos atrás de gráficos e estatística, muita estatística. Escrito no final da década de 90, este professor de estatística e auto-proclamado ambientalista decidiu examinar muitas das teorias ambientalistas. Björn Lomborg e os seus alunos de estatística começaram a investigar os dados nos quais os ambientalistas baseavam as suas sombrias previsões de desastre ambiental. De acordo com todos os pontos de vista, Lomborg descobriu que o estado da humanidade e da Terra tinha melhorado gradualmente, e de forma notória, nos últimos cem anos. Em média, as pessoas vivem mais tempo, são mais saudáveis, melhor alimentadas e têm vidas mais prósperas do que antes. Muitas doenças foram erradicadas, e os crescente desenvolvimento dos mercados livres no mundo levou a um uso mais eficiente dos recursos naturais. Neste livro, Lomborg deixa claro que existe espaço para melhoramentos, em muitas áreas. Mas a mensagem principal “de que as coisas estão a piorar” está completamente errada.

(…) A ideia central deste livro é que não devemos deixar para as organizações de defesa do meio ambiente, os lobbies ou órgãos de informação apresentem verdades e prioridades unilaterais. Ao contrário, devemos lutar para a cuidosa verificação democrática do debate sobre o meio ambiente, conhecendo o verdadeiro estado do mundo. (…)

(…) se quisermos tomar as melhores decisões para o nosso futuro, não devemos basear as nossas prioridades no medo, mas em factos. Assim, precisamos confrontar os nossos medos; precisamos desafiar a ladainha. A ladainha baseia-se em mitos, embora muitos desses mitos possam ser propagados por pessoas bem-intencionadas e compassivas. É difícil não ter a impressão de que as críticas brandidas por Al Gore não passam de uma expressão do nosso sentimento religioso de culpa. (…) Lomborg