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Fajãs detríticas

Fajãs detríticas costeiras com sistemas lagunares – como as Fajãs da Caldeira de Santo Cristo e dos Cubres na Ilha de São Jorge – constituem locais de elevada riqueza geológica, biológica e paisagística, tendo mesmo se tornado um ícone paisagístico do Arquipélago dos Açores.

Muito embora seja do conhecimento geral que a génese de fajãs detríticas costeiras está intrinsecamente ligada à evolução das altas arribas litorais típicas de ilhas vulcânicas, e aos processos de movimentos de massa associados a esta evolução, pouco se conhece acerca dos processos que concorrem para a génese de fajãs detríticas costeiras que exibem sistemas lagunares. Em particular, dúvidas ainda subsistem acerca da possibilidade dessas fajãs serem um resultado directo e fortuito do deslizamento que lhes deu origem, ou, por oposição, serem resultado de um retrabalhamento marinho (por ondas e correntes) após a sua implantação. Um acontecimento recente, no entanto, promete revolucionar o nosso conhecimento sobre o assunto: um deslizamento ocorrido na Ilha do Corvo durante o temporal de 30 de Outubro de 2012, e o seu desenvolvimento posterior, constitui um análogo exemplar para a génese destas morfologias.

Texto retirado de : https://repositorio.uac.pt/bitstream/10400.3/3748/1/DissertMestradoResumoIndIntrodCASM2015.pdf

Vídeo : Estudo da Fajã dos Milagres no Corvo ajuda a explicar formação das fajãs

https://www.acorianooriental.pt/noticia/estudo-da-faja-dos-milagres-no-corvo-ajuda-a-explicar-formacao-das-fajas-289737?utm_campaign=shareaholic&utm_medium=facebook&utm_source=socialnetwork

Vulcanismo nos Açores

No dia 27 de Setembro de 1957, pelas 6:45 da madrugada, uma erupção vulcânica iniciou-se junto aos ilhéus dos Capelinhos, na Ilha do Faial – Arquipélago dos Açores, depois de 12 dias de abalos sísmicos. O fenómeno surgiu no mar, a 20-60 metros de profundidade, com a emissão de vapor de água e gases. A erupção, do tipo surtseiano, prolongou-se por 7 meses e meio. Durante esta fase sucediam-se grandes explosões, com a emissão de jactos pontiagudos de cinzas negras e densas nuvens de vapor de água, devido ao contacto da lava incandescente com a água fria do mar. Logo no início, formou-se uma pequena ilhota, baptizada de Ilha Nova, que atingiu 100 metros de altitude. O vulcão era incerto e os períodos de maior actividade alternavam com outros de acalmia. Durante os abrandamentos da erupção, ocorriam afundamentos das vertentes do cone, levando mesmo à submersão da Ilha Nova. No entanto, as frequentes emissões de cinzas criaram novas ilhas que acabaram por se ligar à costa antiga da ilha do Faial através de um istmo.

Fonte do Texto : http://siaram.azores.gov.pt/vulcanismo/vulcao-capelinhos/_texto.html

 

Possível Cratera de Impacto nos Açores

Foi descoberta no fundo do oceano, ao largo dos Açores, uma cratera com mais de seis quilómetros de diâmetro. Os cientistas portugueses estão a apresentar esta descoberta na reunião anual da União Geofísica norte- americana, a decorrer em S.Francisco. Nesta reunião discute-se a origem desta cratera. Terá sido um meteorito ou um vulcão.

Imagens foram feitas com sistema de sondagem especial (imagem: EMEPC)

A depressão tem um formato circular, com seis quilômetros de diâmetro e uma ampla cúpula e, devido ao seu formato, foi chamada de “Ovo Frito”.

Uma equipa de cientistas portugueses descobriu uma depressão no fundo do Oceano Atlântico, perto dos Açores, que acreditam ter sido provocada pelo impacto de um meteorito. A cratera, ligeiramente circular, possui um diâmetro de seis quilómetros, e foi já apelidade de “ovo estrelado”, em alusão à sua forma. Citado pela Agência Lusa, o investigador Frederico Dias, da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental Portuguesa (EMEPC), explica que esta é “uma descoberta importante do ponto de vista cientifico”, masressalva que “é necessário completar estudos para identificar a origem da formação geológica”. Já Manuel Pinto de Abreu, responsável da estrutura de Missão para a Extensão de Plataforma Continental, realçou, também à Lusa, a importância “económica” daquele tipo de formações geológicas. “No caso da nova formação geológica ter origem no impacto de um meteorito estará associada à concentração de metais, mas caso tenha resultado de um chamado vulcão de lama estará normalmente associado à ocorrência de metano, o que é importante do ponto de vista energético”, sublinhou. Estima-se que a colisão tenha ocorrido nos últimos 17 milhões de anos, a provável idade máxima do fundo basáltico da rocha submarina onde se encontra a cratera.

Fontes do Post : http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2009/12/091218_crateraatlanticofn.shtml

http://tsf.sapo.pt/paginainicial/portugal/