Vulcanismo nos Açores

Janeiro 2, 2011

No dia 27 de Setembro de 1957, pelas 6:45 da madrugada, uma erupção vulcânica iniciou-se junto aos ilhéus dos Capelinhos, na Ilha do Faial – Arquipélago dos Açores, depois de 12 dias de abalos sísmicos. O fenómeno surgiu no mar, a 20-60 metros de profundidade, com a emissão de vapor de água e gases. A erupção, do tipo surtseiano, prolongou-se por 7 meses e meio. Durante esta fase sucediam-se grandes explosões, com a emissão de jactos pontiagudos de cinzas negras e densas nuvens de vapor de água, devido ao contacto da lava incandescente com a água fria do mar. Logo no início, formou-se uma pequena ilhota, baptizada de Ilha Nova, que atingiu 100 metros de altitude. O vulcão era incerto e os períodos de maior actividade alternavam com outros de acalmia. Durante os abrandamentos da erupção, ocorriam afundamentos das vertentes do cone, levando mesmo à submersão da Ilha Nova. No entanto, as frequentes emissões de cinzas criaram novas ilhas que acabaram por se ligar à costa antiga da ilha do Faial através de um istmo.

Fonte do Texto : http://siaram.azores.gov.pt/vulcanismo/vulcao-capelinhos/_texto.html

 

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Possível Cratera de Impacto nos Açores

Dezembro 18, 2009

Foi descoberta no fundo do oceano, ao largo dos Açores, uma cratera com mais de seis quilómetros de diâmetro. Os cientistas portugueses estão a apresentar esta descoberta na reunião anual da União Geofísica norte- americana, a decorrer em S.Francisco. Nesta reunião discute-se a origem desta cratera. Terá sido um meteorito ou um vulcão.

Imagens foram feitas com sistema de sondagem especial (imagem: EMEPC)

A depressão tem um formato circular, com seis quilômetros de diâmetro e uma ampla cúpula e, devido ao seu formato, foi chamada de “Ovo Frito”.

Uma equipa de cientistas portugueses descobriu uma depressão no fundo do Oceano Atlântico, perto dos Açores, que acreditam ter sido provocada pelo impacto de um meteorito. A cratera, ligeiramente circular, possui um diâmetro de seis quilómetros, e foi já apelidade de “ovo estrelado”, em alusão à sua forma. Citado pela Agência Lusa, o investigador Frederico Dias, da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental Portuguesa (EMEPC), explica que esta é “uma descoberta importante do ponto de vista cientifico”, masressalva que “é necessário completar estudos para identificar a origem da formação geológica”. Já Manuel Pinto de Abreu, responsável da estrutura de Missão para a Extensão de Plataforma Continental, realçou, também à Lusa, a importância “económica” daquele tipo de formações geológicas. “No caso da nova formação geológica ter origem no impacto de um meteorito estará associada à concentração de metais, mas caso tenha resultado de um chamado vulcão de lama estará normalmente associado à ocorrência de metano, o que é importante do ponto de vista energético”, sublinhou. Estima-se que a colisão tenha ocorrido nos últimos 17 milhões de anos, a provável idade máxima do fundo basáltico da rocha submarina onde se encontra a cratera.

Fontes do Post : http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2009/12/091218_crateraatlanticofn.shtml

http://tsf.sapo.pt/paginainicial/portugal/