Feliz Natal e Ano Novo

Dezembro 24, 2009

Natal é um dia para parar. Desligar a net e ouvir o que os mais velhos têm para dizer e sentir a chama dos pequenos que esperam a chegada do Pai Natal. Como é bom acreditar ainda no Pai Natal ou nos presentes do Menino Jesus. Fica aqui um poema. Não foi uma escolha inocente, gosto de ler David Mourão-Ferreira.

 

É o braço do abeto a bater na vidraça?

E o ponteiro pequeno a caminho da meta!

Cala-te, vento velho! É o Natal que passa,

A trazer-me da água a infância ressurrecta.

Da casa onde nasci via-se perto o rio.

Tão novos os meus Pais, tão novos no passado!

E o Menino nascia a bordo de um navio

Que ficava, no cais, à noite iluminado…

Ó noite de Natal, que travo a maresia!

Depois fui não sei quem que se perdeu na terra.

E quanto mais na terra a terra me envolvia

E quanto mais na terra fazia o norte de quem erra.

Vem tu, Poesia, vem, agora conduzir-me

À beira desse cais onde Jesus nascia…

Serei dos que afinal, errando em terra firme,

Precisam de Jesus, de Mar, ou de Poesia?

David Mourão-Ferreira, Obra Poética 1948-1988

Lisboa, Editorial Presença, 1988

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Mayon de novo em erupção

Dezembro 19, 2009

Mais 3 mil pessoas que vivem perto do vulcão Mayon, nas Filipinas, foram removidas das suas casas sexta-feira, 18 de Dezembro.

Outras dez mil devem sair nos próximos dias. A actividade do Mayon tem vindo a aumentar, com fortes explosões.

Em camiõess das forças de defesa, os moradores foram levados a refúgios habilitados em edifícios públicos situados fora da zona de  perigo, estabelecida num raio de 8 quilómetros em torno do Mayon.

Segundo o Instituto Filipino de Vulcanologia, as explosões deixaram nuvens de cinza de até dois quilómetros de altura e causaram os maiores tremores desde que o vulcão despertou, na segunda-feira 14 de Dezembro.

Desde então foram registradas cerca de cinquenta explosões no Mayon, o mais activo dos 22 vulcões das Filipinas. As autoridades do país, consideram que a entrada em erupção do vulcão pode ser perigosa e continuam a evacuar milhares de pessoas, com apoio do Exército.

O governo da província de Albay decretou na quinta-feira o toque de recolher a partir da meia-noite em toda a zona situada em um raio de 8 quilómetros em torno ao vulcão, considerada de risco.

Situa-se entre a placa Euroasiática e  a Filipina, numa fronteira com potencial altamente destrutivo – uma zona de subdução num limite convergente onde as duas placas colidem.

Fonte  “http://pt.wikipedia.org/wiki/Vulc%C3%A3o_Mayon

http://en.wikipedia.org/w/index.php?title=Mayon_Volcano&printable=yes


Possível Cratera de Impacto nos Açores

Dezembro 18, 2009

Foi descoberta no fundo do oceano, ao largo dos Açores, uma cratera com mais de seis quilómetros de diâmetro. Os cientistas portugueses estão a apresentar esta descoberta na reunião anual da União Geofísica norte- americana, a decorrer em S.Francisco. Nesta reunião discute-se a origem desta cratera. Terá sido um meteorito ou um vulcão.

Imagens foram feitas com sistema de sondagem especial (imagem: EMEPC)

A depressão tem um formato circular, com seis quilômetros de diâmetro e uma ampla cúpula e, devido ao seu formato, foi chamada de “Ovo Frito”.

Uma equipa de cientistas portugueses descobriu uma depressão no fundo do Oceano Atlântico, perto dos Açores, que acreditam ter sido provocada pelo impacto de um meteorito. A cratera, ligeiramente circular, possui um diâmetro de seis quilómetros, e foi já apelidade de “ovo estrelado”, em alusão à sua forma. Citado pela Agência Lusa, o investigador Frederico Dias, da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental Portuguesa (EMEPC), explica que esta é “uma descoberta importante do ponto de vista cientifico”, masressalva que “é necessário completar estudos para identificar a origem da formação geológica”. Já Manuel Pinto de Abreu, responsável da estrutura de Missão para a Extensão de Plataforma Continental, realçou, também à Lusa, a importância “económica” daquele tipo de formações geológicas. “No caso da nova formação geológica ter origem no impacto de um meteorito estará associada à concentração de metais, mas caso tenha resultado de um chamado vulcão de lama estará normalmente associado à ocorrência de metano, o que é importante do ponto de vista energético”, sublinhou. Estima-se que a colisão tenha ocorrido nos últimos 17 milhões de anos, a provável idade máxima do fundo basáltico da rocha submarina onde se encontra a cratera.

Fontes do Post : http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2009/12/091218_crateraatlanticofn.shtml

http://tsf.sapo.pt/paginainicial/portugal/


Sismo de 6.0 graus de magnitude

Dezembro 17, 2009
Sismo de 6.0 graus de magnitude sentido em todo o país
Um abalo sísmico com magnitude estimada em 6.0 graus Richter pelo Instituto de Meteorologia foi sentido pelas 1h37 em todo o país, sem causar vítimas ou danos. O sismo teve epicentro no mar, a 134 km de Lagos, e também abalou Espanha e Marrocos.
Dados da USGS (United States Geologic Survey)

Segundo o site do EMSC, que agrega informação de observatórios europeus e da bacia mediterrânica, o abalo de 5.7 graus Richter teve epicentro a 134 quilómetros de Lagos e a 248 quilómetros de Setúbal, a uma profundidade de 10 quilómetros. O IM português atribui-lhe uma magnitude de 6.0 graus.

«O Instituto de Meteorologia informa que no dia 17 pelas 1h37 foi registado nas estações da Rede Sísmica do Continente um sismo de magnitude 6.0 (Richter), cujo epicentro se localizou a cerca de 100 km a Oeste-Sudoeste do Cabo S.Vicente», avança o observatório nacional, em comunicado.

Enquadramento Tectónico da região onde ocorreu o sismo

Mapa do Epicentro

Pelo menos quatro réplicas com magnitude inferior a 3.0 graus Richter foram sentidas nas duas horas que se seguiram ao primeiro sismo. A magnitude dos abalos está sujeita a constante revisão.

O sismo das 1h37 foi sentido em todo o território português durante cerca de 5 a 8 segundos, com especial intensidade no Algarve e em Lisboa, sem causar danos ou vítimas.

Leitores do SOL afirmam ter sentido o abalo em áreas mais afastadas do epicentro, como em Viana do Castelo, Covilhã, Porto e Fafe. Do Algarve, chegam relatos de quedas de objectos.

Em Espanha, e segundo o El País, o sismo foi notado na Andaluzia, na Extremadura e em Madrid. Também foi sentido em Marrocos, sobretudo em Casablanca.

Em Portugal, não existe até ao momento qualquer registo de vítimas ou danos materiais causados pelo fenómeno. A Autoridade Nacional de Protecção Civil está a acompanhar a situação.

Dados do USGS : http://earthquake.usgs.gov/earthquakes/recenteqsww/Quakes/us2009qhac.php

 

 

Sentiu o sismo desta madrugada?

Fonte : Jornal SOL e USGS


Chuva dissolvente

Dezembro 7, 2009

A formação de águas de drenagem ácidas formam-se principal­mente em explorações de minérios metálicos, ricas em sulfuretos, como a pirite (FeS2). Quando estes compostos ficam expostos ao ar ou água (em profundidade ou nas escombreiras) sofrem oxidação, pro­duzindo ácido súlfurico (que acidifica a água) e compostos férreos. A água ácida pode dissolver outros elementos, como o cobre e o zinco. As elevadas concentrações de metais e a acidez tornam as águas sub­terrâneas e superficiais muito poluídas, afectando severamente os ecossistemas, principalmente os aquáticos;

 Lagoa da mina de S. Domingos. Mértola. Portugal. Foto gentilmente cedida por Anabela Veiga.

 

O abandono de explorações mineiras, no sector português da Faixa Piritosa Ibérica, motivou uma reportagem.

“Existem, pelo menos 34 minas abandonadas no Alentejo. Uma parte delas encontra-se sobre um extenso alinhamento de jazigos, onde predominam minerais da família das pirites, que se prolonga por 250 km, desde Grândola até Sevilha. Em contacto com o oxigénio e com a água, as pirites sofrem um processo químico, libertando ácido sulfúrico e metais pesados. Estas substâncias acabam por contaminar a água da chuva que passa pela mina ou pelos montes de resíduos que se acumulam em volumes gigantescos, nos locais das explorações abandonadas. Em Aljustrel, essas águas juntam-se numa albufeira que constitui uma barreira débil, pois a água está continuamente a verter por um repasse lateral.Além disso, esta lagoa está situada sobre uma importante falha.

O caso mais impressionante, no entanto, é o das minas de São Domingos, hoje dominadas pela profunda cratera onde a exploração decorria, antes de se começar a escavar as galerias. O buraco está inundado com uma água escura, formando um sinistro lago. Só a partir de 1990 é que os projectos mineiros passaram a estar  enquadrados por normas legais com maiores imposições para a protecção do ambiente.

Escombreiras – “montes de resíduos que se acumulam em volumes gigantescos, nos locais das explorações abandonadas”. A cor da água não engana. Foto gentilmente cedida por Anabela Veiga.

O complexo mineiro de Neves-Corvo, em Castro Verde, nasceu nessa altura e reflecte uma nova situação. A mina possui, por exemplo, um plano geral para o seu encerramento – algo impensável até há poucas décadas.”

As minas que envenenam o Alentejo. Revista Pública, 1998 – adaptado