Diamantes e Catastrofismo

Outubro 22, 2009

Um diamante é uma prova de acontecimentos catastróficos.

Está bem, vamos começar pela parte romântica e deixar as catástrofes geológicas para o fim. Diamante, do grego ‘adamas’, significa invencível e ‘diaphanes’, que significa transparente. Durante a Idade Média, acreditava-se que um diamante podia reatar um casamento desfeito. Era usado em batalhas como símbolo de coragem. Os antigos o chamavam de pedra do sol, devido ao seu brilho faiscante e os gregos acreditavam que o fogo de um diamante reflectia a chama do amor.
Sugere, portanto, a força e a eternidade do amor.

Os diamantes têm muitos milhões de anos de idade, a maioria com 990 M.a., alguns com 3200 M.a!
A formação dos diamantes começou há milhões de anos atrás nas profundidades da terra quando o carbono foi cristalizado em condições de intenso calor e pressão. O berço dos diamantes localiza-se entre os 100 e os 250 quilómetros de profundidade. Os diamantes ascenderam à superfície através de erupções vulcânicas. Mais tarde, quando as actividades vulcânicas diminuíram e a era glacial tomou lugar, os diamantes permaneceram encaixados num magma solidificado conhecido como “blue ground” ou “kimberlite”. Há tipos diferentes de minas – incluindo chaminés de kimberlite e depósitos aluviais. No vídeo podemos assistir à formação de uma chaminé de kimberlitos. Qual a origem do nome kimberlito? Kimberley na África do Sul.


Exploração das dorsais emersas – Parte I

Outubro 15, 2009

Existem à superfície do Globo duas regiões emersas atraves­sadas por uma dorsal oceânica: a Islândia e a República de Jibuti.

A Islândia é uma ilha de 103 000 km2 e estrutura geológica essencialmente vulcânica. A sua situação setentrional e a his­tória limitam a vegetação a raras pradarias e alguns silvados, de modo que a estrutura geológica pode ser observada com faci­lidade: não é, como nos países tropicais, escondida por vege­tação espessa ou por um tapete de laterite.

Uniformemente, a perder de vista, a paisagem é vulcânica. Na maior parte, trata-se do empilhamento de correntes de lava com espessuras que, por vezes, ultrapassam os 1000 m. Mas estas correntes alter­nam na zona central com verdadeiros vulcões, que criam rele­vos imponentes. Na região norte, não muito longe da cidade de Akureyri, ou na região do lago Myvatn, podemos observar associações de cones vulcânicos de dimensões variadas. O estudo atento destas regiões mostra que os cones se alinham sobre fendas. Na região sul, mais perto de Reiquejavique, encontram-se vulcões extremamente activos, como o Hekla ou o Hemayae, na ilha de Vestmannaeyjar. No centro da ilha a existência de glaciares permanentes dá origem a edifícios vul­cânicos muito específicos: vulcões subglaciares. Como aconteceigualmente sob o mar, as lavas tomam então a forma de almo­fada, sendo, na sua maioria, basálticas.

A cartografia em pormenor realizada pelos geólogos islandeses, pouco numerosos, mas extremamente dinâmicos, reve­lou que o vulcanismo activo actual se reparte por duas bandas, uma oeste-leste, desde a dorsal norte-atlântica de Reykjanes (dorsal onde se detectaram anomalias magnéticas muito peda­gógicas!) até ao glaciar central de Vatnajekull, a outra na direc­ção norte-sul, desde a zona de Mivayten até ao vulcão Hekla, ou mesmo à ilha de Surtsey, a sul. No resto da ilha o vulca­nismo é mais antigo.

Quando se examina minuciosamente a zona activa, verifica-se que é formada por um vale central limitado por falhas nor­mais, desenhando estruturas de extensão típicas. Mais precisa­mente, um estudo recente mostrou que existe comunicação entre aparelhos vulcânicos de formas cónicas e correntes fissurais de lava. O vulcão aparenta alimentar injecções laterais que alcan­çam ou não a superfície. Em resumo, o vulcão será o cone for­necedor, enquanto as lavas serão os excessos evacuados sobre os lados. Tal é a actividade que se observa perto do vulcão Krafla.

No vale central não se detecta uma única fenda por onde a lava subiria continuamente, afastando os bordos, como seria sugerido por uma visão plaquista. As relações entre aparelhos vulcânicos e correntes de lava são extremamente complexas, instalando-se cada novo aparelho mais ou menos ao acaso. O vale central, com 10 km de largura, parece servir de zona fron­teiriça entre placas. A fronteira exacta no interior desta zona é muito mais difícil de determinar.

No exterior do vale os relevos acentuam-se e a idade das rochas aumenta, o que se conforma em absoluto com a ideia que temos da expansão dos fundos oceânicos. Para noroeste, todavia, aparece uma complicação na península de Snaeffelnes, tão cara a Júlio Verne, por se ter podido demonstrar que a actividade vulcânica nesse local era importante há alguns milhões de anos, como se a dorsal médio-oceânica, depois de passar por esta zona, tivesse migrado rapidamente, há cerca de 3 a 5 milhões de anos, para a região de Reiquejavique.

Fonte : A Espuma da Terra – Claude Allègre


Descoberta de pegadas de dinossáurios em França

Outubro 7, 2009

 

Uma descoberta colossal!!
As maiores pegadas de dinossauro conhecidas até ao momento foram descobertas no sul de França, perto de Lyon , em Abril passado. Os estudos divulgados pelo Centro Nacional de Investigação Científica francês dão conta que pertencem a dinossauros herbívoros com 30 toneladas de peso e 25 metros de comprimento. As pegadas têm entre 1,20 e 1,50 metros de diâmetro. Os investigadores do Laboratório de Paleontologia da Universidade de Lyon, Jean-Pierre Mazin e Pierre Hantzpergue, explicam que as pegadas foram conservadas devido a uma capa calcária de 150 milhões de anos, período durante o qual a zona estava coberta por um mar quente e pouco profundo. As investigações indicam que as pegadas, que se estendem ao longo de cem metros, mostram que os saurópodes vaguearam por este território durante uma fase de emersão da região, ou seja, durante uma descida do nível do mar.

Para investigar a fundo as pegadas será necessária uma vasta equipa e muitos meios técnicos. O Centro Nacional de Investigação Científica afirma que escavações nos próximos anos podem mesmo revelar este espaço como o maior a conter registos deste género.

Fonte : http://www.lepoint.fr/actualites-societe/2009-10-06/sciences-decouverte-d-enormes-empreintes-de-dinosaures-dans-l-ain/920/0/383180[06/10/2009

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=35693&op=all