Uma questão de números

Julho 28, 2009

As energias renováveis não são a solução para o problema energético. Pelo menos no estado actual de desenvolvimento das diferentes tecnologias. São um contributo importante para a redução da nossa dependência energética, mas a solução continua a passar pelos combustíveis fósseis e pelo nuclear.

As energias renováveis apresentam dois grandes pontos fracos : exigem grandes áreas, e são intermitentes. Vamos a números. Os dados que apresento são retirados da revista Science & Vie nº 1086, Março 2008.

Uma cidade como Paris necessita de 3,65 GW.

 1º – Problema de território (área)

Nuclear – 0,2 km2

Energia solar – 91.125 km2

Hidroeléctricas – 364,5 km2

Eólica – 454 km2

Biomassa – 3037 km2  (superfície a cultivar)

 O espaço ocupado acarreta problemas de ordenamento de território. Os valores das renováveis são colossais.

 2º – Problema de intermitência (tempo efectivo durante o qual a energia é produzida)

Nuclear – 312 dias (85%)

Energia Solar – 44 dias (12%)

Energia Eólica – 92 dias (25%)

Hidroeléctrica – 139 dias (38%)

Biomassa – 275 dias (75%)

A energia renovável mais próxima do nuclear é a biomassa, mas…, cultivar para energia, não se produz para comer!!!

 Campo de Colza na China para produção de biocombustíveis. Onde antes eram campos de arroz agora temos “biodiesel”, com os chineses a importarem arroz.


O mito do dióxido de carbono

Julho 28, 2009

 

Um novo livro de Christian Gerondeau – CO2: un mythe planétaire, não editado em português (talvez não seja politicamente correcto), com prefácio de Valéry Giscard d’Estaing, com uma visão moderna da problemática do CO2 – dióxido de carbono.

A linha de pensamento expressa é original, muito semelhante a Bjorn Lomborg, levantando uma série de questões fundamentais. A ideia que ele expressa, a de que não é possível baixar as concentrações de CO2 é totalmente correcta. Defende igualmente que as evoluções climáticas e dos níveis de concentração de CO2 são tudo, menos correlações significativas. Deduz que das quantidades muito significativas de dinheiro que estão a ser dirigidas para a salvação do Planeta, muitas são um desperdício. Um exemplo evidenciado diz respeito às eólicas em França, cuja electricidade até nem é precisa, desfigurando as paisagens e consumindo valiosos recursos públicos. Depois, o nuclear, pois é, a energia nuclear não emite dióxido de carbono mas a pressão das verdes melancias continuam a dominar na politica europeia, fossilizados no tempo presos ao fundamentalismo – nuclear, no thanks!.

A ler.


Júpiter atingido por um corpo celeste

Julho 21, 2009

20 de Julho 2009

 

Uma nova mancha negra do tamanho da Terra foi observada em Júpiter. Segundo os astrónomos esta mancha teve origem num impacto com um corpo celeste de dimensões consideráveis. Imagens da NASA que mostram um rasgão de milhares de quilómetros junto ao pólo sul. Contudo não deixa de ser uma pequena mancha face ao tamanho do enorme planeta vermelho, que é 2,5 vezes maior que todos os outros planetas do sistema solar juntos. Cientistas do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA, em Pasadena, Califórnia, captaram as imagens após receberem uma indicação de um astrónomo amador na noite anterior.

“The impact was discovered by amateur astronomer Anthony Wesley in Murrumbateman, Australia at about 1330 GMT on Sunday. Wesley noticed a black spot in Jupiter’s south polar region (see image) – but he very nearly stopped observing before he saw it.”

Outros comentários, podem ser lidos em  http://www.newscientist.com/article/dn17491-jupiter-sports-new-bruise-from-impact.html


Na Lua

Julho 20, 2009

O homem, bicho da Terra tão pequeno
chateia-se na Terra
lugar de muita miséria e pouca diversão,
faz um foguete, uma cápsula, um módulo
toca para a Lua
desce cauteloso na Lua
pisa na Lua
planta bandeirola na Lua
experimenta a Lua
coloniza a Lua
civiliza a Lua
humaniza a Lua.

Lua humanizada: tão igual à Terra.
O homem chateia-se na Lua.
Vamos para Marte — ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte
pisa em Marte
experimenta
coloniza
civiliza
humaniza Marte com engenho e arte.

Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
Claro — diz o engenho
sofisticado e dócil.
Vamos a Vênus.
O homem põe o pé em Vênus,
vê o visto — é isto?
idem
idem
idem.

O homem funde a cuca se não for a Júpiter
proclamar justiça junto com injustiça
repetir a fossa
repetir o inquieto
repetitório.

Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira Terra-a-terra.
O homem chega ao Sol ou dá uma volta
só para tever?
Não-vê que ele inventa
roupa insiderável de viver no Sol.
Põe o pé e:
mas que chato é o Sol, falso touro
espanhol domado.

Restam outros sistemas fora
do solar a colonizar.
Ao acabarem todos
só resta ao homem
(estará equipado?)
a dificílima dangerosíssima viagem
de si a si mesmo:
pôr o pé no chão
do seu coração
experimentar
colonizar
civilizar
humanizar
o homem
descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
a perene, insuspeitada alegria
de con-viver.

Carlos Drummond de Andrade – As Impurezas do Branco – Editora José Olympio

Fly me to the moon (Diana Krall)

 Canal de TV (NASA)

http://www.nasa.gov/externalflash/apollo40/


Apollo 11

Julho 16, 2009

16 de Julho
13:32 GMT

  

Para comemorar o 40º aniversário da missão Apollo 11 – a comemorar na próxima segunda-feira dia 20 -, serão leiloados 400 artigos relacionados com a viagem à Lua.

 http://www.nasa.gov/externalflash/apollo11_landing/


Aranhas e Vulcões!

Julho 16, 2009

Uma dúzia de aranhas (metálicas) foram descidas de um helicóptero do USGS na cratera do vulcão Monte Santa Helena, nos Estados Unidos da América. Carregados de instrumentos de monotorização nos seu “cefalotórax” estas aranhas metálicas conseguem chegar a locais onde o homem não arrisca a vida.

O preço destes pequenos “gadgets” dos vulcanólogos atinge valores de $3 000 cada um, mas mantêm este famoso aparelho em “cuidados intensivos”. Além de comunicarem com um centro de vulcanologia do USGS, podem também comunicar entre si permitindo por exemplo, a obtenção de múltiplos registos de tremores de terra que ocorram na montanha vulcânica. Os cientistas têm assim dados em quantidade suficiente para diagnosticarem o “paciente”.

Fonte : <http://www.scientificamerican.com/blog/60-second-science/post.cfm?id=smart-spiders-spy-on-mount-st-helen-2009-07-15>


Maremotos e o Dilúvio

Julho 14, 2009

Os sismos no mar e os maremotos

Maremoto é o termo português para Tsunami.

Quando um abalo se produz no mar, propagam-se ondas elásticas através da água: são estas ondas que provocam choques a bordo dos navios, fazendo, por vezes, crer aos seus capitães que o barco encalhou num banco de areia. Questionários análogos àqueles que são usados em terra permitem obter algumas indicações acerca da intensidade dos abalos sentidos no mar. No entanto, a fraca densidade de observadores impede geralmente uma determinação macrossísmica exacta do epicentro.

Mas um sismo submarino pode também conduzir a modificações bruscas do fundo oceânico, e em particular a desabamentos; produz-se então um «apelo» às massas de água vizinhas que invadem o espaço livre: o mar começa por se afastar da costa, mas em breve a massa de água entra em vibração e regressa à costa, destruindo tudo na sua passagem. É esta a explicação dos maremotos, particularmente frequentes nas costas do Japão e do Chile, vizinhos das grandes fossas oceânicas, que são, como veremos mais adiante, a origem de numerosos sismos. No Japão, os “tsunamis” são tanto mais violentos quanto mais recortada é a costa e mais baías em forma de V apresenta. A vaga, muralha de água rebentando na costa, pode então atingir 20 m a 30 m de altura, como sucedeu quando do grande tsunami de Sanriku (15 de Junho de 1896), que causou a morte de 27 000 pessoas e destruiu mais de 10000 casas.

Suess explica o acontecimento conhecido pela designação de Dilúvio através de um maremoto que teria sido desencadeado por um violento sismo originado no golfo Pérsico e que teria destruído a planície do Baixo Eufrates. O importante tremor de terra produzido no golfo de Oman, em 27 de Novembro de 1945, em ligação com as cadeias submarinas iranianas, e que foi acompanhado dum maremoto destruidor nas costas do Balochistâo e da Índia, proporciona uma justificação desta audaciosa hipótese.

Os sismos originados na fossa que margina as ilhas Aleútas dão frequentemente origem a maremotos devastadores nas costas das ilhas Havai e mesmo das ilhas Marquesas e das ilhas austrais. Após a catástrofe de l de Abril de 1948 foi criado pelas autoridades americanas um serviço de protecção: estações sismológicas, munidas de aparelhos avisadores de sismos, determinam rapidamente o epicentro e estações fornecidas de marégrafos seguem o desenvolvimento da vaga, cuja velocidade de propagação através do oceano Pacífico é de 800 km/h aproximadamente; a 9 de Março de 1957 pôde ser dado a tempo o alerta nas ilhas ameaçadas.

Um maremoto devastador originado na costa do Chile, quando do grande sismo de 22 de Maio de 1960, submergiu os portos de numerosas cidades costeiras,  e depois atravessou todo o Pacífico; nas ilhas Havai, apesar do alerta, houve 61 mortos: uma educação mais completa da população é, sem dúvida, a chave do sistema de protecção.

Mais recentemente (Wikipédia)

O Terramoto  do oceano Índico de 2004 ocorreu a 26 de Dezembro daquele ano, por volta das oito da manhã na hora local da região de seu epicentro, em pleno oceano (devendo por isso ser designado como maremoto), a oeste da ilha de Sumatra, nas coordenadas 3,298°N latitude e 95,779°O longitude. O abalo teve magnitude sísmica estimada primeiramente em 8,9 na Escala de Richter, posteriormente elevada para 9,0, sendo o sismo mais violento registado desde 1960 e um dos cinco maiores dos últimos cem anos. Ao tremor de terra seguiu-se um tsunami de cerca de dez metros de altura que devastou as zonas costeiras . O tsunami atravessou o Oceano Índico e provocou destruição nas zonas costeiras da África oriental, nomeadamente na Tanzânia, Somália e Quénia.

O terramoto foi causado por ruptura na zona de subducção onde a placa tectónica da Índia mergulha por baixo da placa da Birmânia. A área de ruptura está calculada em cerca de 1,200 km de comprimento e a deslocação relativa das placas em cerca de 15 m. Este deslocamento pode parecer pouco, mas em condições normais as placas oceânicas movimentam-se com velocidade da ordem do milímetro por ano. A energia libertada provocou o terramoto de magnitude elevada, enquanto que a deslocação do fundo do oceano, quer das placas tectónicas quer de sedimentos remobilizados pelo abalo, deram origem ao tsunami.

O número de vítimas, que era de aproximadamente 150.000, elevou-se para 220.000 quando o governo da Indonésia suspendeu as buscas por 70.000 desaparecidos e os incluiu no saldo de vítimas fatais do desastre.

Fonte : Wikipédia / Sismos e Vulcões – Jean-Pierre Rothé (Europa-América)

Para saber mais