Dia da Terra

Abril 22, 2009

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Björn Lomborg e o aquecimento global

Abril 10, 2009

Em Abril de 2007 foi publicado em Portugal o segundo livro do dinamarquês Björn Lomborg.  De fácil leitura, este livro provocador defende que muitas das acções que estão a ser tomadas em consideração para travar o aquecimento global vão custar centenas de biliões de dólares. Além disso, são frequentemente baseadas em factores emocionais e não estritamente científicos e, provavelmente, vão ter pouco impacto na temperatura do planeta. Em vez de começarmos pelos processos mais radicais, Lomborg defende que, primeiro que tudo, devemos concentrar os nossos recursos em preocupações mais imediatas, tais como a luta contra a malária ou a SIDA e assegurar uma reserva segura de água potável.

Se nos conseguirmos acalmar, é provável que deixemos o século XXI com sociedades mais fortes, sem níveis extremos de morte, de sofrimento e de perda e com muitas nações mais ricas, com oportunidades inimagináveis, num ambiente mais limpo e saudável.

Um segundo livro, na realidade o primeiro deste economista, O Ambientalista Céptico, é mais “pesado”. Muito ao gosto de Al Gore, temos gráficos atrás de gráficos e estatística, muita estatística. Escrito no final da década de 90, este professor de estatística e auto-proclamado ambientalista decidiu examinar muitas das teorias ambientalistas. Björn Lomborg e os seus alunos de estatística começaram a investigar os dados nos quais os ambientalistas baseavam as suas sombrias previsões de desastre ambiental. De acordo com todos os pontos de vista, Lomborg descobriu que o estado da humanidade e da Terra tinha melhorado gradualmente, e de forma notória, nos últimos cem anos. Em média, as pessoas vivem mais tempo, são mais saudáveis, melhor alimentadas e têm vidas mais prósperas do que antes. Muitas doenças foram erradicadas, e os crescente desenvolvimento dos mercados livres no mundo levou a um uso mais eficiente dos recursos naturais. Neste livro, Lomborg deixa claro que existe espaço para melhoramentos, em muitas áreas. Mas a mensagem principal “de que as coisas estão a piorar” está completamente errada.

(…) A ideia central deste livro é que não devemos deixar para as organizações de defesa do meio ambiente, os lobbies ou órgãos de informação apresentem verdades e prioridades unilaterais. Ao contrário, devemos lutar para a cuidosa verificação democrática do debate sobre o meio ambiente, conhecendo o verdadeiro estado do mundo. (…)

(…) se quisermos tomar as melhores decisões para o nosso futuro, não devemos basear as nossas prioridades no medo, mas em factos. Assim, precisamos confrontar os nossos medos; precisamos desafiar a ladainha. A ladainha baseia-se em mitos, embora muitos desses mitos possam ser propagados por pessoas bem-intencionadas e compassivas. É difícil não ter a impressão de que as críticas brandidas por Al Gore não passam de uma expressão do nosso sentimento religioso de culpa. (…) Lomborg


A mentira do aquecimento global

Abril 7, 2009

Falando dos cépticos de “Al Gore”, mais um deles a dar a cara.

Quem é Roy W. Spencer?

Cientista chefe da Universidade de Alabama em Huntsville, onde dirige uma variedade de projectos sobre investigação do clima. Doutorado em Meteorologia em 1981 trabalhou como cientista sénior nos Estudos Climáticos na NASA. É co-promotor do método original de monitorização precisa das temperaturas globais do planeta a partir de satélites em órbita à volta da Terra. Autor de numerosos artigos de investigação sobre o tempo e o clima em jornais científicos.

Site deste investigador

 

Publicado em Portugal pela editora Caleidoscópio, “A Mentira do Aquecimento Global – mito ou ciência?”  vem defender que o sistema climático da Terra não é tão sensível às emissões de gás e ao efeito de estufa como muitos cientistas pensam.

O fernesi que rodeia o problema do aquecimento global galvaniza o público e custa aos contribuintes milhões em pesquisas climáticas. Inspirou blockbusters e grandes movimentos políticos e ajudou a construir uma indústria lucrativa para cientistas ansiosos. No entanto, apesar da campanha dominante, os factos por detrás do aquecimento global mantêm-se mais confusos do que nunca.

Contrariando a histeria que se vive à volta da questão do aquecimento global, Spencer esclarece exactamente como o sistema climático funciona, defendendo que a responsabilidade do Homem no aquecimento global é mais um mito do que ciência e a publicidade à volta deste assunto tem corrompido a comunidade científica.

O autor levanta o véu de mistério que paira sobre nós há muito tempo e oferece um fim a este furor de desinformação nas nossas vidas.

Mais um nome a juntar ao do francês Claude Allègre e Björn Lomborg, entre outros, cépticos não anónimos.

(…) Como cientista ambiental, admito que o aquecimento global nocivo é, de facto, um resultado possível das emissões, por parte da humanidade, de gases de efeito de estufa, a partir da utilização de combustíveis fósseis. Mas teorias extraordinárias exigem provas extraordinárias. É relativamente fácil construir um simples modelo climatérico computorizado, que produz um aquecimento global catastrófico, quando o seu “efeito de estufa” é aumentado com mais dióxido de carbono. Até o fiz numa folha de excel. Mas é muito mais difícil fazer com um modelo climatérico topo de gama se comporte de forma realista, quando o comparado com o verdadeiro sistema climatérico. (…) Roy Spencer


Sismo em Abruzzo (Itália)

Abril 6, 2009

A Itália acordou em pânico! Eram 3h32, hora local (dados USGS) quando a zona montanhosa central dos Apeninos foi violentamente sacudida, por um sismo de magnitude 6.3 (Escala de Richter aberta). Há aldeias totalmente destruídas.

 

Trata-se do mais grave sismo a atingir a Itália nos últimos 30 anos, poderá ter feito também 50 mil desalojados, segundo a agência Reuters.

 

Mapa de Intensidade Sísmica

O sismo de magnitude 6.3 terá tido o seu foco a 10 km de profundidade, e encontra-se relacionado com uma falha normal (regime distensivo). Esta falha que libertou hoje energia tem uma orientação NW-SE, e atravessa a cordilheira dos Apeninos.

Mapa de Risco Sísmico (Itália)

Esta cordilheira estende-se por 1000 km ao longo da Itália central e costa leste, formando a coluna dorsal do país. Em termos geológicos, esta cordilheira corresponde a uma cunha acrecionária, formada numa margem continental activa numa zona de canvergência de placas (subducção).

A península Italiana é do ponto de vista geológico e tectónico bastante complexa. Por um lado temos a subducção da microplaca Adriática, sob os Apeninos no sentido Este-Oeste (O mar Adriático está a fechar…), por outro lado temos a colisão da placa Africana com a Euroasiática, colisão da qual resultou a abertura da bacia de Tirreno a Ocidente.  De acordo com os dados da USGS, o sismo de hoje encontra-se r

Algumas notícias : Expresso

Itália: Geólogo avisou para ocorrência de terrramoto

Giampaolo Giuliani, do Laboratório Nacional de Física de San Grasso, advertiu há poucos dias que ia ocorrer um sismo de grande magnitude em Itália, mas foi considerado alarmista.

Os danos do sismo em Itália poderiam, afinal, ter sido minimizados se as autoridades tivessem dado ouvidos às advertências feitas por um geólogo italiano para os riscos de uma tragédia. Há poucos dias, em declarações num programa televisivo, Giampaolo Giuliani disse ter dados científicos que apontavam para a iminência de um terramoto no centro do país. O responsável pela Protecção Civil chamou-o de “imbecil” e não lhe deu crédito.

Giampaolo Giuliniani foi acusado de propagar um falso alarme “desnecessário” e foram poucos os que lhe deram atenção. Isto apesar de o Centro de Terramotos de Itália também ter registado movimentos sísmicos na zona em questão.

O investigador reitera que a catástrofe que se abateu esta madrugada em Itália poderia ter sido evitada.

Segundo notícia publicada na edição online de hoje do jornal espanhol “El Mundo”, este investigador do Laboratório Nacional de Física de San Grasso fundamentou os seus receios com base nos fortes movimento sísmicos que estavam a ser registadas na zona de Aquila.

Graças a uma ferramenta chamada “Gamma Tracer” que Giuliani tem no seu laboratório, que assinalava a presença de réplicas contínuas, o investigador não teve dúvidas de que a zona iria ser afectada por um sismo de grande magnitude. E decidiu tornar público os seus receios.

Até aqui, os sismos eram considerados fenómenos não previsíveis. A tese de Giuliani, porém, baseia-se na análise de um gás radioactivo, o radón. Segundo o investigador, quando as falhas sísmicas se movimentam, este gás encontra um ponto de fuga e alcança a superfície, de modo que é possível apontar com precisão o lugar em que um sismo vai ocorrer.

Registo Vídeo

elacionado com uma falha normal, em regime distensivo, associada à abertura desta Bacia de Tirreno.

 Página do CSEM (Centro Sismológico Euro-Mediterraneo)

Mapa Google

Actividade sísmica na Europa nas últimas 24 horas (Parece que isto move-se)

Jornal Público – Terça-feira, 7 de Abril 2009