O futuro é também o nuclear

Em 2050 a Terra poderá contar mais 2 a 3 biliões de seres humanos.Como poderão ser satisfeitas as necessidades de água, alimentos e energia, para estes biliões que aí vêm?

Com o barril perto dos 100 dolares,  situação geoestratégica complicada, o mundo acorda lentamente para a complicada situação da sustentabilidade de recursos geológicos e biológicos.

 

A crise pode ter chegado.

Este ano quem fechou a torneira do gás natural à Europa? Terá sido a Ucrânia ou a Rússia? Portugal um país que tem apostado no gás natural vai buscá-lo onde? Ao norte de África, uma região politicamente “estável”.

 Portugal, um país que aposta no renovável, e recusa o nuclear, disseram-me esta semana, vende “ao desbarato” os nossos recursos radioactivos, e quando compra energia, compra a Espanha e a França. De que origem? Provavelmente será do nuclear. 

Numa semana em que ouvi falar do futuro promissor do Carvão, lembrei-me deste livro de Anne Lauvergeon (ainda não traduzido para português).

Um livro que procura resposta para uma pergunta “simples” : como produzir electicidade a custos modestos sem agravar o efeito de estufa, e obter a energia que o mundo tem falta? 

 Uma terceira revolução energética está já em marcha. As duas primeiras, recordo, a do carvão e a do petróleo, conduziram à conquista da Terra política, das zonas estratégicas, das riquezas, mas também da criação de “Hugos Chavez” por esse mundo fora. 

Mas as reservas conhecidas e por conhecer pouco mais poderão dar ao Homem que mais umas décadas. O carvão, mais democraticamente distribuido pode dar uma ajuda final ao império dos hidrocarbonetos.

 

Mas, desta crise energética, nasceu a necessidade de proteger o nosso planeta, e esta terceira revolução passa muito pela produção de energia mais justa, mais responsável e mais durável. E que energia defende “Atom Anne” ?

A mais herética, a menos politicamente correcta das energias disponíveis, aquela que não queremos falar, aquela que durante décadas de fanatismo verde, fez germinar em todos nós o medo do terror nuclear. E Anne, neste livro vem por na balança energética, ao lado das “novas energias” (solar, eólica, biomassa, …) aquela que poderá responder às nossas necessidades – a energia nuclear.  Para Anne Lauvergeon,  todos recursos energéticos vão fazer falta quando o último “motor de combustão” for desligado. Todas têm lugar na terceira revolução energética e uma verdadeira  política energética europeia (pelo menos para nós portugueses) torna-se um dever dos responsáveis políticos da União Europeia.

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