Xutos e Geologia

1993 os Xutos e Pontapés gravaram este clip nas minas abandonadas de Aljustrel.

Tive a sorte encontra-me a leccionar na Secundária local e durante uma semana ter os alunos mais interessados nas escombreiras da mina do que nas minhas aulas de Geologia.

Ao final da tarde e debaixo do calor alentejano, lá estavam os meus idolos de juventude a tomar umas cervejas geladas e a saborearem caracóis.

E eu ali ao lado, com meu colega da Secundária de Aljustrel  e amigo,  Francisco Caeiro,  orgulhoso do sobrinho vocalista numa banda! – e que que banda – os Xutos e Pontapés.

É bom ir crescendo com vocês.

30 anos de carreira, parabéns!

 

 

 

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Minas amigas do ambiente

Existem, pelo menos, 34 minas abandonadas no Alentejo. Uma parte delas encontra-se sobre um extenso alinhamento de jazigos, onde predominam minerais da família dos sulfuretos metálicos, que se prolonga por 250 km, desde Grândola até Sevilha. Em contacto com o oxigénio e com a água, as piri­tes experimentam um processo químico, libertando ácido sulfúrico e metais pesados. Estas substâncias acabam por contaminar a água da chuva que passa pela mina ou pelos montes de resíduos que se acu­mulam em volumes gigantescos, nos locais das explorações abandonadas.

Em Aljustrel, essas águas juntam-se numa albufeira que constitui uma barreira débil, pois a água está continuamente a verter por um repasse lateral. Além disso, esta lagoa está situada sobre uma importante falha.

O caso mais impressionante, no entanto, é o das minas de São Domingos, hoje dominadas pela profunda cratera onde a exploração decorria a céu aber­to. O buraco está inundado com uma água escura, for­mando um sinistro lago. Só a partir de 1990 é que os pro­jectos mineiros passaram a estar enquadrados por normas legais com maiores imposições para a pro­tecção do ambiente.

O complexo mineiro de Neves-Corvo, em Castro Verde, nasceu nessa altura e reflecte esta nova situa­ção. A mina possui, por exemplo, um plano geral para o seu encerramento – algo impensável até há poucas décadas.

Astronomia

“O cosmos é tudo o que existe, existiu ou existirá. A mais insignificante contemplação do cosmos emociona-nos – provoca-nos um arrepio, embarga-nos a voz, causa-nos a sensação suave de uma recordação distante. Sabemos que nos estamos a aproximar do maior de todos os mistérios.”

Carl Sagan

2009 é um bom ano para começar a gostar de astronomia. E começar por gostar, pode passar por este site : Astronomy Picture of the Day (http://antwrp.gsfc.nasa.gov/apod/astropix.html)

A Estrada de Santiago sobre o Mauna Loa (Havai)