Extremófilos

Em 1974  R.D. MacElroy utilizou o termo extremófilo para designar microrganismos que proliferam em ambientes extremos e inóspitos, ambientes estes que são letais à maior parte dos seres vivos, como por exemplo, regiões polares, fontes hidrotermais, nascentes ácidas ou alcalinas, lagos com níveis de salinidade muito elevados, regiões abissais frias ou zonas abrangidas por radiações com níveis elevados.

Em 1977, uma expedição da National Oceanic and Atmosferic Administration (NOAA, EUA) a bordo do submarino Alvin, às profundezas do oceano Pacífico, a 500 quilómetros a nordeste das ilhas Galápagos, encontrou o inesperado.

À profundidade de aproximadamente 2500 metros, em volta de chaminés hidrotermais proliferavam inúmeras espécies vivas, desde camarões cegos a outras estranhas formas de vida, até bactérias, todas prefeitamente enquadradas num meio sujeito a uma pressão de 250 quilogramas por centrímetro quadrado e temperaturas superiores a 100ºC. Eram seres extremófilos.

Esta descoberta mudou para sempre o modo de encarar o nosso planeta e a própria vida nele existente. Veio reacender a possibilidade de que a Vida exista ou tenha existido noutros lugares do Universo antes considerados inapropriados.

As fontes hidrotermais são constituídas pelas chaminés que se encontram na zona de separação de placas tectónicas, onde circula a água. O fundo oceânico possui numerosas fissuras, através das quais as águas entram em contacto com as rochas quentes, formadas recentemente a partir dos magmas. A água desce através das fissuras e atinge temperaturas muito elevadas. Aquecida sobe e arrasta consigo vários metais das rochas circundantes, formando nascentes ou fontes. Quando emerge no fundo do oceano, o fluido é rico em metais e em torno da abertura deposita um resíduo sólido que forma uma autêntica chaminé. Esta chaminé fumega sem parar criando condições para o desenvolvimento de um estranho ecossistema

Na base da cadeia alimentar aparecem bactérias que obtêm a sua energia vital a partir da oxidação de sulfuretos, presentes nos fluidos que emergem nas chaminés submarinas. Alimentando-se destas bactérias, aparecem vermes e moluscos bivalves gigantes. Estranhas espécies de camarões e caranguejos e outros animais complexos surgem no fim da cadeia alimentar.

Fontes : Origem da Vida, Ilda Dias e Hernâni Maia. Escolar Editora;  A Biosfera profunda e quente. Thomas Gold. Via Óptima.

Outros links:

 http://transgenicosintocaveis.blogspot.com/2008/07/obteno-de-matria_12.html

Uma resposta a Extremófilos

  1. Josiah diz:

    Interessante também notar que há emissão de hidrocarbonetos nas chaminés hidrotermais. Esses hidrocarbonetos, tal como petróleo, são a base de carbono para a vida, sobretudo o metano que alimenta as bactérias extremófilas e que formam uma cadeia alimentar nesse ambiente extremo. Essa situação é a interface entre a biosfera profunda e quente e a biosfera da superfície conforme prevista na teorias do Dr. Thomas Gold. The Deep Hot Biosphere e Deep-earth Gas Theory.

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