Recursos Geológicos – O Petróleo do Árctico

Nota do Autor do post:

Mais um post acerca de um recurso essencial. Este bem mais grave que o problema do Urânio porque aqui a Geologia aparece muito mais associada com a Geoestratégia mundial, e falando claro, refiro-me a dois grandes ursos, o Urso Pardo Americano e o Urso Polar Russo, chamado de siberiano.

Retirei notícias do Jornal Público e relatórios dos Serviços Geológicos Americanos – USGS.

Os originais podem ser todos consultados apartir da página http://www.usgs.gov/newsroom/article.asp?ID=1980&from=rss_home. É a partir deste site que todo um dossier pode ser consultado de forma a ser compreensível o problema do ´”Petróleo do Árctico”.

Ao longo deste post vou procurar explicar as diferentes componentes do problema. Fui pela primeira vez sensibilizado para a questão do Petróleo do Ártico através do Prof. Dr. Fernando Noronha da FCUP, durante uma palestra promovida pela APG. O facto da Rússia, Dinamarca (Gronelândia), e Canadá reclamarem esta jazida e os EUA não o poderem fazer é com base num argumento Geológico. A questão política e geoestratégica do tema tem por base a Geologia.

Nuno Correia

 

Há petróleo no Árctico para abastecer o planeta três anos

O Alasca esconde 13 por cento das reservas ainda não descobertas, diz a muito esperada avaliação dos Serviços Geológicos dos Estados Unidos

 

Os gelos do Árctico podem esconder 90 milhões de barris de petróleo, e mais de 46 biliões de metros cúbicos de gás natural, diz a U.S. Geological Survey. Seria petróleo suficiente para, sozinho, satisfazer a procura mundial durante três anos. A maior parte das reservas situam-se na plataforma continental, em zonas perto da costa dos países do Árctico, em regiões de propriedade definidas, o que significa que não deverão alimentar disputas territoriais. Esse factor poderá, no entanto, acelerar muito a exploração daquelas reservas, as mais ricas das quais se situam na Rússia e no estado norte-americano do Alasca, onde a Shell já está a investir na compra de direitos de perfuração.
Debaixo dos gelos do Árctico há petróleo suficiente para satisfazer a procura mundial durante três anos. E a boa (ou má, consoante as perspectivas) notícia é que a maior parte das reservas de petróleo e de gás natural estão em zonas perto da costa dos países do Círculo Polar Árctico, e não perto do Pólo Norte, em regiões de propriedade definida, onde não deve haver disputas territoriais.
Quem o diz são os Serviços Geológicos dos Estados Unidos, que acabam de divulgar os resultados da muito esperada avaliação das reservas de hidrocarbonetos ainda não exploradas no Árctico. “A plataforma con-tinental do Alasca é o local onde se deve procurar hoje petróleo”, disse Donald Gautier.
 
Vamos aos números:
O Árctico pode ter 90 milhões de barris de petróleo ainda não descobertos, e mais de 46 biliões (milhões de milhões) de metros cúbicos de gás natural. Isto representa 13 por cento do total das reservas petrolíferas ainda não descobertas, e 30 por cento das de gás natural, diz a U.S. Geological Survey. Na avaliação foram apenas incluídos “recursos que se julga poderem ser explorados utilizando a tecnologia hoje disponível”.

 

Mas não foram incluídos cálculos sobre os custos que teria explorar petróleo e gás natural nestas zonas.
Isso será o objectivo de um próximo estudo, disse Don Gautier, citado pelo jornal canadiano Globe and Mail.
 

 

 

  

 

 

Rússia rica

É nos sete milhões de quilómetros quadrados de zonas marítimas com menos de 500 metros de profundidade, nas plataformas continentais, que se concentram os hidrocarbonetos.
Há três áreas que se destacam: dois terços do gás natural não descoberto situar-se-á em duas regiões russa (a Bacia Siberiana Ocidental e a Bacia Oriental do Mar de Barents, parte desta também sob administração norueguesa) e a zona costeira do Alasca (EUA).
Os geólogos, no entanto, tentaram evitar a questão de saber a quem pertenceriam estes recursos. “Pensámos nisto do ponto de vista geológico, e não político”, disse Gautier, citado pelo Globe and Mail.
Em princípio, nas regiões identificadas no estudo não haverá grandes disputas territoriais – só lá para o (Estados Unidos, Canadá, Rússia, Noruega, Dinamarca), imitando a corrida ao ouro na Califórnia, pode estar rnais afastado do que se temia.
Mas o facto de boa parte dos recursos estarem em zonas cuja titularidade é reconhecida pode bem querer dizer que a sua exploração é susceptível de se acelerar muito. Na verdade, já há muitas empresas petrolíferas que se estão a colocar no Árctico, preparando-se para aproveitar o degelo, que tem sido cada vez maior durante o Verão, devido ao aquecimento global. A Shell, por exemplo, já investiu 2000 milhões de dólares na compra de direitos de perfuração no mar de Chukchi, no Alasca, noticiou o The Wall Street Journal. A BP, por seu lado, pagou 1200 milhões de dólares ao Canadá pelo direito de explorar em três lotes no mar de Beaufort. E se a tendência de escalada d preços do petróleo continuar, será cada vez maior o incentivo para o procurar em zonas antes menos atractivas porque implicam grandes gastos. O impacte ambiental da intensificação da exploração de petróleo e gás natural no Árctico, no entanto, pode ser brutal. Não só para as espécies locais, como o urso polar – mas também para os próprios humanos, que vivem no Círculo Polar Ártico. Os pólos da Terra são uma espécie de ar condicionado do planeta – entre outros efeitos, a capacidade reflectora do gelo funciona como uma t-shirt branca no Verão que nos ajuda a manter mais frescos. Acelerar o derretimento dos gelos pode ter consequências graves e inesperadas.
Estes textos baseiam-se em notícias do Jornal Público. sexta-feira 25 de Julho de 2008, e dos seguintes endereços da USGS:
http://www.usgs.gov/newsroom/article.asp?ID=1980&from=rss_home

 

 

 
 

 

 

 

Dorsal de Lomonosov

Kremlin planeia distribuir reservas sem concursos

A Rússia pretende distribuir sem realização de concursos nem leilões abertos às empresas interessadas os direitos de exploração das vastas reservas de petróleo localizadas ao longo da Dorsal de Lomonosov, que o Kremlin pretende que seja reconhecida internacionalmente como parte da plataforma continental siberiana, ou seja, território da Federação Russa. Essa foi a incumbência dada no início desta semana pelo Presidente russo, Dmitri Medvedev, ao vice-primeiro-ministro Igor Setchin – antigo chefe adjunto do gabinete presidencial de Vladimir Putin e dirigente da gigante estatal petrolífera russa Roneft -, actualmente responsável pelo sector energético do país. Esta distribuição das reservas pelo Kremlin foi justificada por Medvedev com o propósito de assegurar “o uso racional da riqueza nacional”. Desde 2001 que a Rússia tenta provar ter direitos sobre dois mil quilómetros de extensão (num triângulo territorial de 5,8 milhões de quilómetros quadrados) da cadeia montanhosa submarina de Lomonosov.

No mês passado, o general Vladimir Shamanov, conselheiro do Ministério da Defesa, sugeriu mesmo numa entrevista ao jornal Krasnaia Zvezda (órgão oficial militar) que o Exército russo está preparado para combater qualquer país que dispute os direitos de Moscovo sobre a plataforma continental siberiana.

Onde a Geologia aparece….

 

Cientistas russos anunciaram sua o dorsal de Lomonosov

Cientistas russos anunciaram que cadeia montanhosa (Dorsal de Lomonosov) é o prolongamento geológico da plataforma continental russa. Apesar destas declarações, o cientista russo frisou que os trabalhos de laboratório para identificar as estruturas geológicas só estarão terminados «dentro de um ano».

 

Segundo refere a agência Lusa, o anúncio foi feito por Victor Posselov quando apresentava os primeiros resultados dos estudos de fragmentos de solo, retirados a 2 de Agosto do fundo do Oceano Glaciar Árctico durante a expedição russa «Arktika-2007».

EUA, Canadá, Dinamarca e Noruega também desdobraram-se em iniciativas mais ou menos mediáticas com um único objectivo: deixar claro que a Rússia não é a única potência com interesses territoriais na região do Árctico, onde é suposto existirem um quarto das reservas mundiais de petróleo e gás, além de urânio, diamantes e outros minérios. Com base numa convenção da ONU que regula os limites das plataformas continentais e que estabelece um prazo de dez anos a contar da sua ratificação para que os interessados apresentem as suas pretensões. O que, no caso da Rússia, significa que Moscovo tem até 2009 para se pronunciar. Já o prazo-limite do Canadá vai até 2013 e o da Dinamarca aponta para 2014. Praticamente ignorado ao longo da História, com excepção do período da Guerra Fria entre os Estados Unidos e a ex-URSS, o Árctico ganhou uma nova projecção nos últimos anos por força do aquecimento global. De acordo com os mais recentes estudos científico, a temperatura média na região está a crescer ao dobro da velocidade registada no resto do mundo, explicando, por exemplo, o descongelamento dos glaciares ou as razões por que a área de mar coberta por gelo tem vindo a diminuir no Verão entre 15% e 20% relativamente ao que sucedia ainda há 30 anos.Segundo Victor Posselov, vice-presidente do Instituto de Investigação Cientifica de Oceanologia da Rússia, «a cadeia montanhosa submarina no Pólo Norte é a continuação da plataforma continental siberiana e não está isolada de forma

Fonte : Pravda
 
 
 
 
 

 

Dorsal de Lomonosov

 

 Esta imagem corresponde aos limites actuais da zona polar (200 milhas, a amarelo). Como se pode ver a área tem a soberania de qualquer país… por agora.

Corrida ao Pólo Norte

 

Marco Polo para Este, Colombo para Oeste, Vasco da Gama para Sul… e agora quem corre para Norte?

Começou a corrida pelo Pólo Norte

Em causa podem estar importantes reservas de petróleo e gás natural 

Está na moda entre os turistas com gosto pela aventura. Mas não é essa a razão pela qual o Pólo Norte suscitou um súbito interesse em vários países. O motivo é outro: o petróleo e o gás natural, cada vez com maior procura e cada vez mais valiosos nos mercados internacionais.

Actualmente, o Pólo Norte é considerado «zona internacional», mas não continuará assim por muito mais tempo. Canadá, Dinamarca e Rússia querem incluí-lo no seu território, com os Estados Unidos a demonstrarem «interesse estratégico» na região. Muito em breve, as Nações Unidas deverão ser chamadas a dirimir o conflito.

O primeiro país a reclamar posse legítima daquela inóspita região foi o Canadá, na década de 1950. O interesse tinha então a ver unicamente com a população inuit, ou esquimó, e o caso foi entregue a um tribunal internacional, que determinou que, caso nos cem anos seguintes nenhum país reclamasse a posse da região gelada, esta passaria a ser definitivamente território canadiano.

Entretanto, as Nações Unidas aprovaram a Convenção do Mar, que permite a qualquer país reclamar como seu território submarino para além das 200 milhas da zona económica exclusiva, caso submeta provas científicas provando que determinada zona é um «prolongamento natural» da sua superficie continental. Quando um país ratifica esse tratado, tem dez anos para submeter a sua pretensão à posse de um território submarino. O Canadá, a Rússia e a Noruega já o ratificaram em 1999, e a Dinamarca está a preparar-se para o fazer.

Sob o gelo do Pólo Norte existe uma cordilheira submarina, a Dorsal de Lomonosov, que se estende ao longo de 1100 milhas náuticas (2000 quilómetros) entre a Gronelândia, território dinamarquês desde 1814, e a Sibéria russa.

Considerando que a cordilheira é um prolongamento do território siberiano, a Rússia submeteu, há cerca de três anos, à comissão internacional da ONU um pedido para que toda a zona adjacente seja considerada território russo. A pretensão foi rejeitada devido a objecções levantadas por três países que têm territórios árticos: Noruega, Canadá e Estados Unidos.

A Dinamarca enviou, entretanto, uma missão científica para o Pólo, com o objectivo de fazer um levantamento topográfico da Dorsal de Lomonosov. Com base no que foi descoberto, os dinamarqueses têm esperanças de alargar o seu território da Gronelândia até 370 quilómetros para cada um dos lados da cordilheira. Exultava há dias a ministra dos Negócios Estrangeiros dinamarquesa, Helge Sander: «Há uma possibilidade de o Pólo se tornar dinamarquês, poderá dar-nos acesso ao petróleo e ao gás natural».

Não é que isso seja fácil. Jim Gardner, investigador do Centro Hidrográfico de Cartografia dos Oceanos da Universidade de Nova Hampshire, recorda que os quatro meses anuais de escuridão absoluta e o frio extremo representam dificuldades enormes para a investigação científica, e ainda maiores para a exploração de petróleo.

Mas a calote polar está definitivamente a derreter. No dia 4 deste mês, cientistas americanos anunciaram que, em Setembro, a calote deixou a descoberto mais 13,4% que no ano anterior. A manter-se a tendência, diz Torquil Meedon, funcionário do Ministério da Ciência dinamarquês, «as mudanças climáticas indicam que o gelo polar pode desaparecer em 50 a 100 anos, o que tornará a Passagem do Noroeste uma rota marítima nova e valiosa. Também poderá abrir o território à pesca e à exploração de petróleo e gás. Quem sabe qual será o valor dos direitos ao Pólo dentro de cem anos?»

No Canadá, estas pretensões não são bem recebidas. Um leitor do Edmonton Journal escrevia na semana passada: «Lutemos contra os dinamarqueses. Proponho um jogo de hóquei no local em questão, o Pólo Norte. Os vencedores ficam. Os derrotados retiram-se».

E há ainda as populações inuit que habitam a região. Quando perguntaram a Angela Idlout, de Resolute Bay, o que pensava do assunto, respondeu: «Se me pergunta qual é a minha nacionalidade, digo-lhe que me considero canadiana, não dinamarquesa».

Fonte : http://dn.sapo.pt/2004/10/23/internacional/comecou_a_corrida_pelo_polo_norte.html

Exploração oceânica

Rússia coloca bandeira no fundo do oceano Árctico para reclamar o Pólo Norte

Por AFP, Clara Barata

02.08.2007

Exploradores russos tocaram hoje no fundo do oceano Árctico, mesmo por baixo do Pólo Norte, a uma profundidade de 4261 metros. Bem protegida dentro de uma cápsula de titânio, os exploradores vão deixar lá em baixo uma bandeira russa — como os norte-americanos fizeram quando colocaram o seu pavilhão, o stars & stripes, na Lua.
 
Esta será uma forma simbólica de reclamar para Moscovo uma grande parte do Pólo Norte, que se pensa ser rica em recursos naturais, como petróleo e gás natural, bem como diamantes, metais e novas zonas pesqueiras, de espécies apreciadas, como o bacalhau. A Rússia quer marcar assim as suas pretensões à nova corrida ao ouro do Árctico, a todas as riquezas que passarão a ficar disponíveis quando o aquecimento global derreter os gelos do topo norte do mundo — que, dizem os cientistas, podem desaparecer completamente durante o Verão, nos próximos 20 anos.O navio de investigação Akademik Fyodorov e o quebra-gelos nuclear Rossia, com 135 cientistas a bordo, conduziram as operações até ao ponto onde foi feito o mergulho. Os tripulantes enviaram uma mensagem para a Estação Espacial Internacional, em órbita da Terra a pouco menos de 400 quilómetros de altitude, e vão ainda aproveitar para recolher amostras do leito oceânico.Para quê esta aventura, que um porta-voz do Presidente Vladimir Putin disse ser “de grande importância” para o czar da nova Rússia? Para ajudar a provar o argumento russo de que a plataforma continental siberiana se estende até mais 2000 quilómetros da linha da costa, ao longo da dorsal Lomonosov, uma cadeia montanhosa submarina que se estende até à Gronelândia. No total, Moscovo reclama um triângulo de cerca de 1,2 milhões de quilómetros quadrados, diz a agência noticiosa russa Ria Novosti.Já em 2001 a Rússia reclamou este território, mas a Comissão para os Limites das Plataformas Continentais (um organismo das Nações Unidas) considerou que as suas pretensões não estavam fundamentadas.Mas a Rússia não desistiu: em 2009, vai voltar a apresentar as suas pretensões. E, até agora, vai à frente na corrida das cinco nações que rodeiam o Círculo Polar Árctico para reclamar as riquezas que se escondem sob os gelos. Pelo sim, pelo não, a petrolífera BP já se aliou à Rosneft, a empresa estatal rusa de petróleo, para fazer prospecção de petróleo no Árctico, diz o “Financial Times”.O Canadá tem reclamado muitas vezes as suas pretensões como nação do Árctico. Mas faltam-lhe navios capazes de circular pelos perigosos canais entre o gelo do Árctico. Tem apenas um, de momento, embora o primeiro-ministro Stephen Harper tenha anunciado em Julho que ia libertar verbas para construir novos navios quebra-gelo. “A coisa mais inteligente que o Canadá podia fazer era uma declaração política que dissesse, de forma educada, que não concordamos [com a acção russa]”, disse Rob Huebert, especialista no Árctico do Centro de Estudos Militares e Estratégicos, em Calgary.

O Canadá associou-se à Dinamarca — que também reclama direitos no Árctico, porque a Gronelândia está sob a sua administração — para estudar o percurso exacto da dorsal de Lomonosov e determinar os limites da plataforma continental de cada país. Mas essa investigação só deve estar concluída em 2013, anos depois da russa.

3 respostas a Recursos Geológicos – O Petróleo do Árctico

  1. Não sei o que é pior. Dividirem o direito do Pólo Norte e cada um fazer o estrago que quiser (apesar de que alguns ainda investirão em pesquisas não necessariamente com interesse econômico, mas científico) ou deixar tudo lá derretendo.

    Os picos de glaciações mostram que no estágio em que estamos, nem deveríamos ter mais gelo nos pólos. Estamos vivendo um fenômeno raro e temos que agradecer por termos a oportunidade de ainda conhecermos tantas espécies dessa região e as calotas polares.

  2. Pensando em Quioto, como os americanos não assinaram o tratado, hum… ainda vou ver os Grizzly Bears a cantar “Urso Polar não sabe nadar, io!”

  3. Lourenço diz:

    Muito esclarecedora esta postagem! Vi a notícia no JN de hoje, mas aqui está devidamente desenvolvida.
    Já agora – e uma vez que estamos numa fase de “plasmas africanos” contra “plasmas ciganos” – qual dos ursos levará a melhor…
    Abraço

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