Costa Portuguesa – Uma viagem pela Geologia do litoral do Continente

Foto – O meu companheiro de viagens nas dunas da Apúlia

Etapa 1- De Caminha a Viana do Castelo

O litoral português pode dizer-se quase rectilíneo, pouco recortado, sem grandes reentrâncias, com troços extensos de praias, baixas e arenosas, embora, às vezes, semeadas de escolhos. Do interior, existe, quase sempre, arriba, actual ou fóssil, próxima ou afastada.Os poucos relevos da região litoral dispõem-se perpendicularmente à linha de costa (como acontece com as serras da Boa Viagem, de Sintra, etc.), o que lhe dá carácter atlântico.

Trata-se, em quase toda a extensão, de costas de erosão, talhadas pelo mar, embora se notem, de onde a onde, influências tectónicas e estruturais.

Em alguns pontos da orla litoral há grandes acumulações de areias de duna; às vezes, formam relevos de certa importância. Em contraste com o litoral das rias da Galiza — em que os vales fluviais foram invadidos pelo mar, em virtude de movimento de afundamento do continente -a costa minhota é direita e seguida, ora baixa e arenosa, ora rochosa e com pequenas arribas. Em frente da foz do rio Minho emerge a Insua de Caminha, com o seu pequeno forte. De longe a longe, a acumulação de areias liga-a à praia do Moledo, originando verdadeiro tômbola. À concha de Moledo segue-se trecho de costa rochosa, granítica.

Em Âncora e Afife o litoral é de praia, mas em Montedor volta a ser de rochedos e arribas.

Visita em : aqui.

Etapa 2 – Da Foz do Lima à Foz do Leça

Até a foz do Cávado, a costa é baixa, arenosa, embora, às vezes, semeada de cachopos. Arriba fóssil, bem marcada, limita, do interior, a plataforma litoral quaternária e em que se distinguem diversos níveis de praias antigas. Esta plataforma, que se estende até Caminha, penetra ao longo do vale do Cávado, em direcção a Barcelos, assinalando a antiga foz deste rio. Em muitos locais, ao longo deste litoral, acumulam-se as areias de dunas, que penetram, às vezes, bastante para dentro do território. Cobrem, por exemplo, o alto do monte do Faro de Anha. Entre a foz do Cávado e a Apúlia o litoral é arenoso, acompanhado por medos, destacando-se, no mar, seguindo a linha de costa, a curta distância, os célebres Cavalos de Fão, rosário de rochedos à flor da água, que são o prolongamento das bancadas de quartzitos ordovícicos de S. Félix de Laundos — Apúlia. Daqui à Póvoa do Varzim a costa é baixa e de areia, mas semeada de rochedos granítico-gnáissicos até a foz do Ave. Depois, até Leixões, o litoral é ora de praia baixa, ora arriboso e de penedia, salientando-se nos rochedos, polidos pelas vagas, belas estruturas migmatíticas (Vila Chã, Angeiras, etc.). Mantêm-se as mesmas características até a foz do rio Douro. Neste rio, de vale apertado até a foz, destaca-se o grande cabedelo de areia, apoiado na margem sul, que quase fecha a saída.

Fonte :Carlos Teixeira – Geologia de Portugal

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