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		<title>Blacksmoker</title>
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		<title>Uma série sobre o Planeta Terra</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 13:36:42 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Geologia]]></category>

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 Tagged: Geologia      <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blacksmoker.wordpress.com&blog=1758909&post=884&subd=blacksmoker&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://blacksmoker.wordpress.com/2009/11/08/uma-serie-sobre-o-planeta-terra/"><img src="http://img.youtube.com/vi/6_DFoTL5KU8/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
 Tagged: Geologia <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/blacksmoker.wordpress.com/884/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/blacksmoker.wordpress.com/884/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/blacksmoker.wordpress.com/884/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/blacksmoker.wordpress.com/884/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/blacksmoker.wordpress.com/884/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/blacksmoker.wordpress.com/884/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/blacksmoker.wordpress.com/884/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/blacksmoker.wordpress.com/884/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/blacksmoker.wordpress.com/884/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/blacksmoker.wordpress.com/884/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blacksmoker.wordpress.com&blog=1758909&post=884&subd=blacksmoker&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>A Cratera de Sudbury (Canadá)</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 01:00:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blacksmoker</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>
		<category><![CDATA[Crateras de impacto]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
		<category><![CDATA[Irídio]]></category>
		<category><![CDATA[Sudbury]]></category>
		<category><![CDATA[Sulfuretos]]></category>

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		<description><![CDATA[Há 1 850 milhões de anos, ocorreu um dos maiores cataclismos registado na superfície terrestre. Quem o afirma é o geólogo William Cannon tendo por base estudos realizados numa das maiores jazidas de minérios sulfuretados de Ni-Cu, localizada em Sudbury, Ontário – Canadá. A cicatriz do impacto deixou uma herança rica em minérios de Fe-Ni-Cu  [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blacksmoker.wordpress.com&blog=1758909&post=871&subd=blacksmoker&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignleft" src="http://ottawa-rasc.ca/wiki/images/5/52/Odale-sudbury-03_mungal_geology.jpg" alt="" width="270" height="358" />Há 1 850 milhões de anos, ocorreu um dos maiores cataclismos registado na superfície terrestre. Quem o afirma é o geólogo William Cannon tendo por base estudos realizados numa das maiores jazidas de minérios sulfuretados de Ni-Cu, localizada em Sudbury, Ontário – Canadá. A cicatriz do impacto deixou uma herança rica em minérios de Fe-Ni-Cu  numa  acumulação de sulfuretos, por vezes relativamente ricas em óxidos, que evoluem gradualmente para disseminações, em estreita associação com rohas ígneas máficas e ultramáficas (designadamente, noritos e basaltos). Em Sudbury nos depósitos explorados, a pirrotite (vulgarmente, a variedade magnética monoclínica) constitui o principal mineral do minério</p>
<p> A colisão deixou uma cratera de aproximadamente 160 a 280 km de diâmetro, e a massa dever ter entrado na atmosfera a uma velocidade de cerca de 10 km/s, refere  o geólogo Cannon num dos seus artigos.</p>
<p>Evidências para este acontecimento são os detritos que são ejectados no momento de um impacto de um corpo celeste com o solo formando uma cratera de impacto, brechas de impacto, tais como cones de estilhaçamento (<em>shatter cones</em>), feições planares de deformação (<em>planar deformation features</em> &#8211; PDFs) e gotas de material fundido (vítreo) encontrados na zona de Sudbury. Esta cratera em solo canadiano é a segunda maior no planeta Terra, atrás da Cratera de Vredefort na África do Sul.</p>
<p>A estrutura de Sudbury, figura ao lado,  de uma forma simplificada é caracterizada por uma base <a title="Sudbury Igneous Complex" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sudbury_Igneous_Complex">Sudbury Igneous Complex</a> (SIC) numa estrutura em<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lopolith"> lopólito </a>(trata-se de um termo geológico que caracteriza uma grande intrusão magmática de forma lenticular com uma parte central deprimida como um prato com o centro afundado.  </p>
<p><em> </em>Na minha velhinha sebenta de Jazigos Minerais Subdury é assim caracterizada :  &#8221;<em>Maciço a disseminado em, ou associado com, rochas máficas-ultramáficas intrusivas ou extrusivas (gabros, basaltos, peridotitos, noritos) que podem apresentar evidências de metamorfismo. Os exemplos maiores destes minérios encontram-se em Sudbury (Ontário, Canadá), Thompson e Lynn Lake (Manitoba, EUA), Norilsk (Rússia), Kambalda (Austrália).&#8221; </em>Quando há origem propriamente dita, nada de cratera, tudo muito uniformitarista e com uma explicação &#8220;magmática&#8221;</p>
<p>Os minérios de Fe-Ni-Cu deste tipo formam acumulações maciças ou sub-maciças de sulfuretos, por vezes relativamente ricas em óxidos, que evoluem gradualmente para disseminações, em estreita associação com rohas ígneas máficas e ultramáficas (designadamente, noritos e basaltos). Da base para o topo por noritos, nóritos félsicos, quartzo-gabros. Sobre este complexo magmático repousa um complexo sedimentar (brechas, etc).</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://gsc.nrcan.gc.ca/mindep/metallogeny/ni_cu_pge/sudbury/images/fig02.jpg" alt="" width="800" height="828" /></p>
<p>Devido aos fenómenos erosivos torna-se difícil calcular o diâmetro da cratera original. Nas rochas de Sudbury o níquel, cobre, platina, paládio ( é um metal branco prateado parecido com a platina, não se oxida com o ar, e é o elemento do grupo da platina de menor densidade e menor ponto de fusão) , ouro e o irído é encontrado em concentrações elevadas e associado ao SIC.</p>
<p>O irídio é geralmente encontrado na natureza associado à platina ou com outros metais do grupo da platina, em depósitos aluviais. As ligas naturais do irídio incluem &#8220;osmirídio&#8221; e &#8220;iridiósmio&#8221;, que são misturas de irídio e ósmio. É encontrado em meteoritos. É obtido comercialmente como um subproduto da mineração e processamento do níquel.</p>
<p>Uma especulação minha: estes elementos durante a diferenciação deveriam ter migrado para o interior da Terra. Por fenómenos magmáticos podem surgir na crusta terrestre. Mas tanta assinatura &#8220;extraterrestre&#8221; não poderá ser um indício de uma ajudinha do espaço exterior? Já agora o que existe em Vredefort ? Uma simples cratera?  Não, uma das maiores minas de ouro e uma das histórias &#8221;silenciadas&#8221; que normalmente associamos aos germânicos, aqui como noutros momentos da história a Union Jack tem muito que se lhe diga&#8230;.</p>
<p>A localidade foi fundada em 1876 na Cratera de Vredefort, a maior cratera de impacto em todo o mundo (com um diâmetro de 300 km). Foi este meteoro de aproximadamente 10 km de diâmetro que levou à formação das rochas auríferas, há cerca de 2.020 milhões de anos. O nome Vredefort foi-lhe dado após a resolução pacífica de uma situação que quase levou à guerra entre o Transvaal e o Estado Livre de Orange. Os britânicos construíram aqui um campo de concentração durante a Segunda Guerra dos Boers para acantonar crianças e mulheres boeres. No coments.</p>
<p>Explicação do processo de formação de Sudbury, está em inglês e o filme é antigo, mas ser antigo não é sinónimo de errado. Este geólogo explica como se retira os elementos que interessam do interior da Terra, as escombreiras e como se pode explicar com o meteoro a origem de Sudbury. Mas, há a outra hipótese para a brecha de impacto.  É ver os esquemas que ele apresenta e tentar seguir o inglês do Canadá. O filme foi realizado antes dos trabalhos de William Cannon, por isso os dados de &#8220;astrogeologia&#8221; não estavam disponíveis. É assim a ciência, e sem esta evolução era uma &#8220;seca&#8221;.</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://blacksmoker.wordpress.com/2009/11/08/a-cratera-de-sudbury-canada/"><img src="http://img.youtube.com/vi/iJdU_GLG1nU/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>Fonte :</p>
<p><a href="http://minnesota.publicradio.org/features/2007/05/24_meteorite/report.htm">http://minnesota.publicradio.org/features/2007/05/24_meteorite/report.htm</a></p>
<p><a href="http://ottawa-rasc.ca/wiki/index.php?title=Odale-Articles-Sudbury">http://ottawa-rasc.ca/wiki/index.php?title=Odale-Articles-Sudbury</a></p>
<p><a href="http://ottawa-rasc.ca/wiki/index.php?title=Odale-Articles-Sudbury">http://ottawa-rasc.ca/wiki/index.php?title=Odale-Articles-Sudbury</a></p>
 Tagged: Crateras de impacto, Geologia, Irídio, Sudbury, Sulfuretos <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/blacksmoker.wordpress.com/871/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/blacksmoker.wordpress.com/871/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/blacksmoker.wordpress.com/871/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/blacksmoker.wordpress.com/871/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/blacksmoker.wordpress.com/871/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/blacksmoker.wordpress.com/871/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/blacksmoker.wordpress.com/871/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/blacksmoker.wordpress.com/871/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/blacksmoker.wordpress.com/871/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/blacksmoker.wordpress.com/871/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blacksmoker.wordpress.com&blog=1758909&post=871&subd=blacksmoker&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Europa e a Tectónica de Placas</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Nov 2009 21:48:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blacksmoker</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#160;

 
Europa é única por si própria, apresenta-se com uma superfície gelada muito brilhante com riscos coloridos. Pensa-se que seja um mundo oceânico coberto por uma capa de gelo que protege o mar interior da adversidade do Espaço. Devido às condições existentes em seu interior, alguns cientistas julgam que lá poderá existir vida, tal como a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blacksmoker.wordpress.com&blog=1758909&post=864&subd=blacksmoker&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>&nbsp;</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/54/Europa-moon.jpg" alt="" width="548" height="548" /></p>
<p style="text-align:center;"> </p>
<p style="text-align:left;"><img class="alignleft" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/ca/Interior_de_Europa.jpg" alt="" width="146" height="196" />Europa é única por si própria, apresenta-se com uma superfície gelada muito brilhante com riscos coloridos. Pensa-se que seja um mundo oceânico coberto por uma capa de gelo que protege o mar interior da adversidade do Espaço. Devido às condições existentes em seu interior, alguns cientistas julgam que lá poderá existir vida, tal como a que existe nas profundezas dos mares da Terra. É, junto com Marte, o local mais provável onde se pensa que é possível encontrar vida extraterrestre no sistema solar.</p>
<p style="text-align:left;">Europa é algo semelhante em composição aos planetas telúricos, sendo principalmente composto de rochas de silicatos. O raio de Europa é de 1565 km, um pouco menor que o raio da nossa Lua. O núcleo é metálico composto por ferro e níquel, rodeado por uma concha de rocha, que por sua vez é rodeado por uma camada externa de água que se pensa ter 100 km de profundidade (alguma dessa água está gelada na camada superficial da crosta, e alguma como um oceano de água líquida por debaixo do gelo)</p>
<p style="text-align:left;">Dados mostram que Europa gera um pequeno campo magnético e através da interacção com o de Júpiter este varia periodicamente assim que atravessa o campo magnético massivo de Júpiter. O campo magnético de Europa tem cerca de um quarto da força do campo de Ganímedes e é semelhante ao de Calisto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As características mais fascinantes de Europa são uma série de linhas que parecem rabiscos por todo o globo, algumas delas atingem 1000 km de comprimento e várias centenas de largura.</p>
<p>Estas linhas lembram as quebras nas formações de gelo no mar na Terra, e observações posteriores mostraram que as zonas onde a crusta se quebra, ambos os lados moveram-se um em relação ao outro como acontece nos mares gelados da Terra, indicando água líquida por debaixo. As bandas maiores têm 20 km de diâmetro com cantos externos difusos, com estrias regulares e uma banda central de materiais mais leve que se pensa serem produzidos por um número de erupções de água ou géisers assim que a crusta europeana se abria e expunha as camadas mais quentes por debaixo. O efeito é semelhante ao que acontece nas oceânicos da Terra. Estas fracturas pensa-se que sobem e descem 30 metros dependendo da maré-cheia ou baixa.</p>
<p><strong>No filme que segue, o autor refere a existência de tectónica de placas para explicar a dinâmica da crosta de Europa. Com dorsais e zonas de subducção. Não pude verificar a autenticidade do trabalho do autor, à primeira vista a explicação dele satisfaz, mas estará correcta? Europa com tectónica de placas, noutros locais do sistema solar, dunas, vulcões e rios. Talvez a vida continue um mistério, mas passo a passo vamos desvendando a vida. </strong></p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://blacksmoker.wordpress.com/2009/11/01/europa-e-a-tectonica-de-placas/"><img src="http://img.youtube.com/vi/9M1Bu5_n9kI/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
 Tagged: "Tectónica de Placas", Astrogeologia, Europa, Geologia <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/blacksmoker.wordpress.com/864/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/blacksmoker.wordpress.com/864/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/blacksmoker.wordpress.com/864/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/blacksmoker.wordpress.com/864/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/blacksmoker.wordpress.com/864/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/blacksmoker.wordpress.com/864/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/blacksmoker.wordpress.com/864/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/blacksmoker.wordpress.com/864/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/blacksmoker.wordpress.com/864/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/blacksmoker.wordpress.com/864/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blacksmoker.wordpress.com&blog=1758909&post=864&subd=blacksmoker&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<media:content url="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/54/Europa-moon.jpg" medium="image" />

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	</item>
		<item>
		<title>Mina de S. Domingos</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Nov 2009 14:04:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blacksmoker</dc:creator>
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		<category><![CDATA["Fontes Hidrotermais"]]></category>
		<category><![CDATA["Vulcanismo"]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
		<category><![CDATA[S. Domingos]]></category>

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		<description><![CDATA[A mina de S. Domingos constitui uma das explorações mineiras portuguesas de maior interesse fruto da actividade extractiva aqui desenvolvida entre 1857 e 1966. A mina localiza-se no
concelho de Mértola e no sector norte da Faixa Piritosa Ibérica (FPI), próximo da fronteira lusoespanhola. O jazigo de S. Domingos é um depósito de sulfuretos maciços polimetálicos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blacksmoker.wordpress.com&blog=1758909&post=857&subd=blacksmoker&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignleft" src="http://farm4.static.flickr.com/3410/3308887844_e455a0cbb6.jpg?v=0" alt="" width="210" height="190" />A mina de S. Domingos constitui uma das explorações mineiras portuguesas de maior interesse fruto da actividade extractiva aqui desenvolvida entre 1857 e 1966. A mina localiza-se no<br />
concelho de Mértola e no sector norte da Faixa Piritosa Ibérica (FPI), próximo da fronteira lusoespanhola. O jazigo de S. Domingos é um depósito de sulfuretos maciços polimetálicos vulcanogénico subaflorante subvertical que foi explorado a céu aberto até cerca de 120m de profundidade e até 420m através de galerias e poços. Os teores médios eram de 1,25% de cobre, 2-3% de zinco e 45-48% de enxofre. Para além da pirite, encontram-se ainda outros minerais como a esfalerite, a calcopirite, a galena, a arsenopirite e sulfossais. A FPI inclui-se na Zona Sul Portuguesa e abrange um território do SW peninsular entre o Baixo Alentejo, o norte do Algarve e a Andaluzia.</p>
<p>A presença de cerca de 90 jazigos de pirite associados ao Complexo Vulcano Sedimentar, de idade Fameniano Sup.-Viseano Sup.,confere-lhe um estatuto de província metalogenética de classe mundial e de região mineira europeia, destacando-se neste contexto a mina de Neves Corvo em exploração, com teores excepcionais de Cu, Sn e Zn. Associado aos jazigos de sulfuretos maciços e de Mn da FPI identifica-se um metamorfismo hidrotermal (precoce em relação ao metamorfismo regional), resultante da circulação convectiva de água do mar através das rochas vulcânicas que sofreram elevada lixiviação e grande troca iónica.</p>
<p>As fontes hidrotermais são constituídas por chaminés que se encontram na zona de separação de placas tectónicas, onde circula a água. O fundo oceânico possui numerosas fissuras, através das quais as águas entram em contacto com rochas quentes, formadas recentemente a partir de magmas. As rochas de temperatura mais elevada localizam-se essencialmente ao longo dos riftes<sup> </sup>oceânicos, que são cadeias montanhosas submari­nas onde se geram continuamente as rochas do fundo do mar.</p>
<p style="text-align:center;"> <img class="aligncenter" src="http://www.uic.edu/classes/bios/bios100/summer2002/blacksmoker.jpg" alt="" width="560" height="420" /></p>
<p>A água desce através das fissuras e atinge temperaturas muito elevadas. Aquecida, sobe e arrasta consigo vários metais das rochas circundantes, formando nascentes ou fontes. Quando emerge no fundo do oceano, o fluído é rico em metais e em torno da abertura deposita um resíduo sólido que forma uma autêntica chaminé. Esta chaminé fumega sem parar, a temperaturas que alcançam os 360 °C, e mantém-se activa durante dezenas de anos, criando condições para o desenvolvimento de um estranho ecossistema. A biomassa aí encontrada é 10 mil a 100 mil vezes superior à dos outros povoamentos existentes à mesma profundidade. É um autêntico oásis de vida, vida esta muito diferente da que se julgava possível.</p>
<p>Nas zonas hidrotermais profundas foram descobertas quase 400 espécies desconheci­das. Na base da cadeia alimentar aparecem bactérias que obtêm a sua energia vital a partir da oxidação de sulfuretos, presentes nos fluidos que emergem das chaminés submarinas. Alimen­tando-se destas bactérias, aparecem vermes e moluscos bivalves gigantescos, com 26 centíme­tros de comprimento. Estranhas espécies de caranguejos e de camarões e outros animais mais complexos surgem no fim da cadeia alimentar.</p>
<p>Um facto curioso é que a maioria das espécies aí existentes apenas sobrevive nesses ambientes, o que levanta muitas questões ainda sem res­posta. Como terá aparecido a Vida nesses locais, à primeira vista tão inóspitos?</p>
<p>Outras regiões submarinas que actualmente são alvo de grande investimento e es­tudo são as zonas de exsudações frias. Nestas zonas, onde em 1997 foram encontrados vermes, acumula-se metano sob a forma de hidrates. Já em 1984, o geólogo Charles Paull, do Monterey Bay Aquarium Research Institute (E.U.A.), descobrira um outro tipo de am­biente extremo nos fundos oceânicos da Califórnia, capaz de fornecer nutrientes para uma vida quimiossintética. Estes ambientes são fontes de metano, onde são libertados fluidos frios com elevadas concentrações de metano e sulfuretos através de camadas de sedimentos no fundo dos oceanos.</p>
<p>As fontes de metano ocorrem nas margens activas e passivas dos continentes, a profundidades entre os 400 e os 8000 metros. Como nas fontes hidrotermais, as comunidades biológicas das fontes de metano são suportadas por bactérias quimiossin-téticas, isto é, bactérias que usam energia química em vez da energia solar requerida pelos seres fotossintéticos. Estas bactérias são encontradas na sua forma livre e em associações simbióticas com invertebrados como vermes tubulares, mexilhões e amêijoas.</p>
<p>A procura de vida em locais que no passado ninguém se atrevia a fazê-lo passou a ter fundamento e a maior credibilidade e, mais do que isso, a interessar inúmeros laborató­rios e empresas em desenvolverem programas de investigação neste domínio. Com efeito, o conhecimento dos mecanismos metabólicos e dos materiais químicos que permitem aos seres extremófilos resistir às condições adversas em que proliferam abre um sem número de vias com elevado valor económico no campo da biotecnologia médica, da biotecnolo­gia alimentar e doutros domínios da actividade económica. Ao mesmo tempo, os resulta­dos dos estudos realizados ao abrigo destes programas vão fornecendo informação valiosa acerca da origem da Vida na Terra, e das suas estratégias adaptativas aos ambientes onde ela prosperou, já que a capacidade de adaptação a alterações ambientais é uma das carac­terísticas mais impressionantes da Vida no nosso planeta. E muita tem sido a informação já obtida durante os últimos trinta anos.</p>
<p>Até recentemente acreditava-se que a Vida só foi possível na Terra quando aqui o am­biente se tornou propício para que tal acontecesse, com uma temperatura e uma atmosfera adequadas. Teriam começado então a proliferar os organismos primitivos, como os líquenes ou as algas, para posteriormente, quando as condições assim o permitissem, virem a apa­recer as bactérias. Era aceite que estas últimas só podiam desenvolver-se dentro de limites ambientais muito estreitos. Para surpresa da comunidade científica, nos últimos anos e após as descobertas efectuadas nas fontes hidrotermais submarinas, foram encontradas bactérias que crescem e vivem noutros habitais com condições extremamente difíceis e nas regiões mais improváveis do planeta.</p>
<p>O surpreendente é que muitos destes microrganismos crescem melhor nestes ambientes, que aos nossos olhos são inóspitos, do que nos chamados &#8220;am­bientes naturais&#8221;. E mais, eles necessitam desta hostilidade para poderem reproduzir-se.</p>
<p><strong><span style="color:#ff0000;">Fontes :</span></strong></p>
<p>Origem da Vida &#8211; Ilda Dias e Hernâni Maia. Escolar Editora.</p>
<p><a href="http://dminas.ist.utl.pt/OG2008/Congresso%20Geotecnia%20(resumos)/Congresso_Actas%20(D)/Volume%203/V3-10.pdf">http://dminas.ist.utl.pt/OG2008/Congresso%20Geotecnia%20(resumos)/Congresso_Actas%20(D)/Volume%203/V3-10.pdf</a></p>
 Tagged: "Fontes Hidrotermais", "Vulcanismo", Geologia, S. Domingos <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/blacksmoker.wordpress.com/857/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/blacksmoker.wordpress.com/857/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/blacksmoker.wordpress.com/857/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/blacksmoker.wordpress.com/857/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/blacksmoker.wordpress.com/857/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/blacksmoker.wordpress.com/857/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/blacksmoker.wordpress.com/857/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/blacksmoker.wordpress.com/857/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/blacksmoker.wordpress.com/857/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/blacksmoker.wordpress.com/857/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blacksmoker.wordpress.com&blog=1758909&post=857&subd=blacksmoker&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Diamantes e Catastrofismo</title>
		<link>http://blacksmoker.wordpress.com/2009/10/22/aula-pratica-de-deformacao/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 20:26:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blacksmoker</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>
		<category><![CDATA[Diamantes]]></category>

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		<description><![CDATA[Um diamante é uma prova de acontecimentos catastróficos. 
Está bem, vamos começar pela parte romântica e deixar as catástrofes geológicas para o fim. Diamante, do grego &#8216;adamas&#8217;, significa invencível e &#8216;diaphanes&#8217;, que significa transparente. Durante a Idade Média, acreditava-se que um diamante podia reatar um casamento desfeito. Era usado em batalhas como símbolo de coragem. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blacksmoker.wordpress.com&blog=1758909&post=851&subd=blacksmoker&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Um diamante é uma prova de acontecimentos catastróficos. </p>
<p>Está bem, vamos começar pela parte romântica e deixar as catástrofes geológicas para o fim. Diamante, do grego &#8216;adamas&#8217;, significa invencível e &#8216;diaphanes&#8217;, que significa transparente. Durante a Idade Média, acreditava-se que um diamante podia reatar um casamento desfeito. Era usado em batalhas como símbolo de coragem. Os antigos o chamavam de pedra do sol, devido ao seu brilho faiscante e os gregos acreditavam que o fogo de um diamante reflectia a chama do amor.<br />
Sugere, portanto, a força e a eternidade do amor.</p>
<p>Os diamantes têm muitos milhões de anos de idade, a maioria com 990 M.a., alguns com 3200 M.a!<br />
A formação dos diamantes começou há milhões de anos atrás nas profundidades da terra quando o carbono foi cristalizado em condições de intenso calor e pressão. O berço dos diamantes localiza-se entre os 100 e os 250 quilómetros de profundidade.  Os diamantes ascenderam à superfície através de erupções vulcânicas. Mais tarde, quando as actividades vulcânicas diminuíram e a era glacial tomou lugar, os diamantes permaneceram encaixados num magma solidificado conhecido como &#8220;blue ground&#8221; ou &#8220;kimberlite&#8221;. Há tipos diferentes de minas &#8211; incluindo chaminés de kimberlite e depósitos aluviais. No vídeo podemos assistir à formação de uma chaminé de kimberlitos. Qual a origem do nome kimberlito? Kimberley na África do Sul. </p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://blacksmoker.wordpress.com/2009/10/22/aula-pratica-de-deformacao/"><img src="http://img.youtube.com/vi/xSUoPZay-Sg/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
 Tagged: Diamantes <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/blacksmoker.wordpress.com/851/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/blacksmoker.wordpress.com/851/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/blacksmoker.wordpress.com/851/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/blacksmoker.wordpress.com/851/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/blacksmoker.wordpress.com/851/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/blacksmoker.wordpress.com/851/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/blacksmoker.wordpress.com/851/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/blacksmoker.wordpress.com/851/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/blacksmoker.wordpress.com/851/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/blacksmoker.wordpress.com/851/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blacksmoker.wordpress.com&blog=1758909&post=851&subd=blacksmoker&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Exploração das dorsais emersas &#8211; Parte I</title>
		<link>http://blacksmoker.wordpress.com/2009/10/15/exploracao-das-dorsais-emersas-parte-i/</link>
		<comments>http://blacksmoker.wordpress.com/2009/10/15/exploracao-das-dorsais-emersas-parte-i/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 21:08:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blacksmoker</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>
		<category><![CDATA["Vulcanismo"]]></category>
		<category><![CDATA[Dorsal-média-atlântica]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
		<category><![CDATA[Islândia]]></category>
		<category><![CDATA[Rifte]]></category>

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		<description><![CDATA[Existem à superfície do Globo duas regiões emersas atraves­sadas por uma dorsal oceânica: a Islândia e a República de Jibuti.
A Islândia é uma ilha de 103 000 km2 e estrutura geológica essencialmente vulcânica. A sua situação setentrional e a his­tória limitam a vegetação a raras pradarias e alguns silvados, de modo que a estrutura geológica [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blacksmoker.wordpress.com&blog=1758909&post=846&subd=blacksmoker&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:left;">Existem à superfície do Globo duas regiões emersas atraves­sadas por uma dorsal oceânica: a Islândia e a República de Jibuti.</p>
<p>A Islândia é uma ilha de 103 000 km<sup>2</sup> e estrutura geológica essencialmente vulcânica. A sua situação setentrional e a his­tória limitam a vegetação a raras pradarias e alguns silvados, de modo que a estrutura geológica pode ser observada com faci­lidade: não é, como nos países tropicais, escondida por vege­tação espessa ou por um tapete de laterite.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.geology.neu.edu/field_trips/field_study/images/Iceland_geology_from_2005_Swedish_PhD_field_trip_102108_flattened.jpg" alt="" width="557" height="398" /></p>
<p>Uniformemente, a perder de vista, a paisagem é vulcânica. Na maior parte, trata-se do empilhamento de correntes de lava com espessuras que, por vezes, ultrapassam os 1000 m. Mas estas correntes alter­nam na zona central com verdadeiros vulcões, que criam rele­vos imponentes. Na região norte, não muito longe da cidade de Akureyri, ou na região do lago Myvatn, podemos observar associações de cones vulcânicos de dimensões variadas. O estudo atento destas regiões mostra que os cones se alinham sobre fendas. Na região sul, mais perto de Reiquejavique, encontram-se vulcões extremamente activos, como o Hekla ou o Hemayae, na ilha de Vestmannaeyjar. No centro da ilha a existência de glaciares permanentes dá origem a edifícios vul­cânicos muito específicos: vulcões subglaciares. Como aconteceigualmente sob o mar, as lavas tomam então a forma de almo­fada, sendo, na sua maioria, basálticas.</p>
<p>A cartografia em pormenor realizada pelos geólogos islandeses, pouco numerosos, mas extremamente dinâmicos, reve­lou que o vulcanismo <em>activo </em>actual se reparte por duas bandas, uma oeste-leste, desde a dorsal norte-atlântica de Reykjanes (dorsal onde se detectaram anomalias magnéticas muito peda­gógicas!) até ao glaciar central de Vatnajekull, a outra na direc­ção norte-sul, desde a zona de Mivayten até ao vulcão Hekla, ou mesmo à ilha de Surtsey, a sul. No resto da ilha o vulca­nismo é mais antigo.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.eldey.de/English/geology/geologie_islands_klein_en.jpg" alt="" width="500" height="351" /></p>
<p>Quando se examina minuciosamente a zona activa, verifica-se que é formada por um vale central limitado por falhas nor­mais, desenhando estruturas de extensão típicas. Mais precisa­mente, um estudo recente mostrou que existe comunicação entre aparelhos vulcânicos de formas cónicas e correntes fissurais de lava. O vulcão aparenta alimentar injecções laterais que alcan­çam ou não a superfície. Em resumo, o vulcão será o cone for­necedor, enquanto as lavas serão os excessos evacuados sobre os lados. Tal é a actividade que se observa perto do vulcão Krafla.</p>
<p>No vale central não se detecta uma única fenda por onde a lava subiria continuamente, afastando os bordos, como seria sugerido por uma visão plaquista. As relações entre aparelhos vulcânicos e correntes de lava são extremamente complexas, instalando-se cada novo aparelho mais ou menos ao acaso. O vale central, com 10 km de largura, parece servir de zona fron­teiriça entre placas. A fronteira exacta no interior desta zona é muito mais difícil de determinar.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.instablogsimages.com/images/2007/07/27/rift-valley-formation-leads-to-earthquakes_5106.jpg" alt="" width="440" height="307" /></p>
<p>No exterior do vale os relevos acentuam-se e a idade das rochas aumenta, o que se conforma em absoluto com a ideia que temos da expansão dos fundos oceânicos. Para noroeste, todavia, aparece uma complicação na península de Snaeffelnes, tão cara a Júlio Verne, por se ter podido demonstrar que a actividade vulcânica nesse local era importante há alguns milhões de anos, como se a dorsal médio-oceânica, depois de passar por esta zona, tivesse migrado rapidamente, há cerca de 3 a 5 milhões de anos, para a região de Reiquejavique.</p>
<p>Fonte : A Espuma da Terra &#8211; Claude Allègre</p>
 Tagged: "Vulcanismo", Dorsal-média-atlântica, Geologia, Islândia, Rifte <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/blacksmoker.wordpress.com/846/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/blacksmoker.wordpress.com/846/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/blacksmoker.wordpress.com/846/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/blacksmoker.wordpress.com/846/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/blacksmoker.wordpress.com/846/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/blacksmoker.wordpress.com/846/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/blacksmoker.wordpress.com/846/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/blacksmoker.wordpress.com/846/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/blacksmoker.wordpress.com/846/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/blacksmoker.wordpress.com/846/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blacksmoker.wordpress.com&blog=1758909&post=846&subd=blacksmoker&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Descoberta de pegadas de dinossáurios em França</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 20:57:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blacksmoker</dc:creator>
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		<category><![CDATA["Dinossauros"]]></category>
		<category><![CDATA["Dinossáurios"]]></category>
		<category><![CDATA["paleontologia"]]></category>
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		<category><![CDATA[Pegadas]]></category>
		<category><![CDATA[Pegadas de Dinossauros]]></category>

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		<description><![CDATA[ 

Uma descoberta colossal!!
As maiores pegadas de dinossauro conhecidas até ao momento foram descobertas no sul de França, perto de Lyon , em Abril passado. Os estudos divulgados pelo Centro Nacional de Investigação Científica francês dão conta que pertencem a dinossauros herbívoros com 30 toneladas de peso e 25 metros de comprimento. As pegadas têm entre [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blacksmoker.wordpress.com&blog=1758909&post=844&subd=blacksmoker&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:center;"> </p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://farm3.static.flickr.com/2444/3990463857_c3614d6f67.jpg" alt="" width="500" height="366" /></p>
<p>Uma descoberta colossal!!<br />
As maiores pegadas de dinossauro conhecidas até ao momento foram descobertas no sul de França, perto de Lyon , em Abril passado. Os estudos divulgados pelo Centro Nacional de Investigação Científica francês dão conta que pertencem a dinossauros herbívoros com 30 toneladas de peso e 25 metros de comprimento. As pegadas têm entre 1,20 e 1,50 metros de diâmetro. Os investigadores do Laboratório de Paleontologia da Universidade de Lyon, Jean-Pierre Mazin e Pierre Hantzpergue, explicam que as pegadas foram conservadas devido a uma capa calcária de 150 milhões de anos, período durante o qual a zona estava coberta por um mar quente e pouco profundo. As investigações indicam que as pegadas, que se estendem ao longo de cem metros, mostram que os saurópodes vaguearam por este território durante uma fase de emersão da região, ou seja, durante uma descida do nível do mar.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://farm3.static.flickr.com/2594/3990464155_ea52cf8f48_o.jpg" alt="" width="628" height="273" /></p>
<p>Para investigar a fundo as pegadas será necessária uma vasta equipa e muitos meios técnicos. O Centro Nacional de Investigação Científica afirma que escavações nos próximos anos podem mesmo revelar este espaço como o maior a conter registos deste género.</p>
<p>Fonte : <span style="font-size:xx-small;font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:xx-small;font-family:Times New Roman;"><a href="http://www.lepoint.fr/actualites-societe/2009-10-06/sciences-decouverte-d-enormes-empreintes-de-dinosaures-dans-l-ain/920/0/383180[06/10/2009">http://www.lepoint.fr/actualites-societe/2009-10-06/sciences-decouverte-d-enormes-empreintes-de-dinosaures-dans-l-ain/920/0/383180[06/10/2009</a> </span></span></p>
<p style="margin:0;"><span style="font-size:8pt;color:#666666;font-family:Tahoma,sans-serif;"><a href="http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=35693&amp;op=all">http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=35693&amp;op=all</a>&gt; </span></p>
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		<title>Lost City&#8230; uma cidade reencontrada</title>
		<link>http://blacksmoker.wordpress.com/2009/09/10/lost-city-uma-cidade-reencontrada/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 11:27:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blacksmoker</dc:creator>
				<category><![CDATA[1]]></category>
		<category><![CDATA["Fontes Hidrotermais"]]></category>
		<category><![CDATA["Lost City"]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
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		<description><![CDATA[Bem-vindos a Lost City
No meio do Atlântico, a 4 de Dezembro de 2000 o submersível Argo II encontrou gigantescas estalagmites fazendo lembrar as torres em flecha características das Catedrais góticas. A equipa baptizou este campo hidrotermal de Lost City (Cidade Perdida).

Lost City é um campo hidrotermal activo há pelo menos 35000 anos apresentando um comprimento [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blacksmoker.wordpress.com&blog=1758909&post=831&subd=blacksmoker&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Bem-vindos a Lost City</p>
<p>No meio do Atlântico, a 4 de Dezembro de 2000 o submersível Argo II encontrou gigantescas estalagmites fazendo lembrar as torres em flecha características das Catedrais góticas. A equipa baptizou este campo hidrotermal de Lost City (Cidade Perdida).</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" src="http://symonsez.files.wordpress.com/2009/06/lostcity.jpg?w=526&#038;h=205" alt="" width="526" height="205" /></p>
<p>Lost City é um campo hidrotermal activo há pelo menos 35000 anos apresentando um comprimento de 400 metros por 200 de largura. Uma das chaminés, baptizada Posídon (deus supremo do mar) tem uma altura de 50 metros, a mais alta chaminé encontrada até ao momento no fundo do mar.</p>
<p> <img class="aligncenter" src="http://i720.photobucket.com/albums/ww204/nunocorreia_album/LostCity.jpg" alt="" width="400" height="383" /></p>
<p> Constituídas por carbonato de cálcio e hidróxido de magnésio, estas chaminés brancas, não apresentam conduta central (ver imagem): os fluidos hidrotermais circulam utilizando a estrutura porosa e alveolar das chaminés. O cálcio precipita em contacto com a água do mar. Estas emissões translúcidas não apresentam metais dissolvidos, mas são muito ricas em metano e hidrogénio. Quentes (40º a 90ºC) e alcalinas (pH entre 9 e 11), são o suporte de uma importante comunidade de microrganismos. Lost city não se assemelha a nada conhecido. E são bem diferentes das famosas Black Smokers identificadas deste 1977 (fluidos mais quentes e ácidos).</p>
<p> <img class="aligncenter" src="http://i720.photobucket.com/albums/ww204/nunocorreia_album/Manto.jpg" alt="" width="500" height="423" /></p>
<p>O sistema hidrotermal de Lost City, situado a 15 km da dorsal médio-atlântica, encontra-se no topo de uma montanha submarina: maciço Atlantis, em forma de cúpula. Os estudos geológicos do maciço indicaram que ele não é composto por <a title="Basalto" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Basalto">basalto</a> negro típico do fundo oceânico, mas de <a title="Peridotito" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Peridotito">peridotito</a> verde denso encontrado geralmente no <a title="Manto" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Manto">manto</a>.</p>
<p>A ideia de um manto inacessível, recoberto por quilómetros de crosta oceânica não corresponde à geologia desta região. Devido a movimentos tectónicos esta zona do manto pôde “subir” à superfície para formar esta cúpula colossal.</p>
<p>Este afloramento do manto no fundo dos oceanos permite aos geólogos um estudo in situo (métodos directos) da geologia e composição desta zona profunda da Terra – o manto terrestre.</p>
<p>Contrariamente às rochas do fundo oceânico, as rochas de Atlantis são enriquecidas em magnésio e constituídas por olivina e piroxena. Estes dois minerais hidratam-se em contacto com a água para se transformar em serpentina e magnetite (reacção denominada de serpentinização), produz metano, hidrogénio, e &#8230; o calor em quantidade suficiente para elevar a temperatura das rochas do maciço e aquecer os fluidos circulantes da área de Atlantis.</p>
<p>Pistas para a vida primitiva</p>
<p>Este sistema poderá ser muito semelhante àquele que existiu na Terra primitiva. As lavas produzidas nesses tempos remotos seriam muito mais ricas em magnésio do que as lavas actuais (a diferenciação da Terra ainda estava em curso). O estudo dos ecossistemas de Lost City revelou a presença de 58% de espécies endémicas da área hidrotermal. Peixes, invertebrados e claro bactérias. Na ausência de luz, estes microrganismos formam o primeiro nível trófico de uma cadeia alimentar suportada pela quimiossíntese.</p>
<p>No interior da chaminé, onde a temperatura atinge os 90ºC e o oxigénio encontra-se ausente as “arqueobactérias” formam colónias, produzindo ou consumindo o metano. Outras bactérias, sulfurosas, reduzem sulfatos. Esta comunidade de microrganismos influencia a química dos fluidos e os minerais que se formam (interacção de subsistemas terrestres).</p>
<p>Um outro local em Lost City apresenta emissões de fluidos a temperaturas mais baixas (inferior a 40ºC) e ocorre aí a precipitação do carbonato de cálcio (calcário). Neste local as arqueobactérias, oxidam o metano, enquanto eubacterias consomem oxigénio.</p>
<p>A diversidade de vida existente em Lost City permite compreender como terá evoluído a vida nos seus primórdios.</p>
 Tagged: "Fontes Hidrotermais", "Lost City", Geologia, Megamullion <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/blacksmoker.wordpress.com/831/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/blacksmoker.wordpress.com/831/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/blacksmoker.wordpress.com/831/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/blacksmoker.wordpress.com/831/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/blacksmoker.wordpress.com/831/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/blacksmoker.wordpress.com/831/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/blacksmoker.wordpress.com/831/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/blacksmoker.wordpress.com/831/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/blacksmoker.wordpress.com/831/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/blacksmoker.wordpress.com/831/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blacksmoker.wordpress.com&blog=1758909&post=831&subd=blacksmoker&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>4280 M.a.</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Sep 2009 11:51:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blacksmoker</dc:creator>
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		<category><![CDATA["Idade absoluta"]]></category>
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		<category><![CDATA[4567 M.a.]]></category>
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		<description><![CDATA[ 
Na última década foram feitas descobertas muito importantes na datação das rochas mais antigas do planeta Terra. Com base em análises isotópicas de cristais de zircão, foi possível descobrir rochas na Gronelândia com aproximadamente 4000 M.a.
A análise de grãos de zircão detríticos (resultantes da erosão de rochas preexistentes) permitiu mesmo encontrar na Austrália l vestígios [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blacksmoker.wordpress.com&blog=1758909&post=827&subd=blacksmoker&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p> </p>
<p><img class="alignleft" src="http://s3.amazonaws.com/pixmac-preview/samarium-form-periodic-table-of-elements.jpg" alt="" width="240" height="200" />Na última década foram feitas descobertas muito importantes na datação das rochas mais antigas do planeta Terra. Com base em análises isotópicas de cristais de zircão, foi possível descobrir rochas na Gronelândia com aproximadamente 4000 M.a.</p>
<p>A análise de grãos de zircão detríticos (resultantes da erosão de rochas preexistentes) permitiu mesmo encontrar na Austrália l vestígios de rochas com 4300 M.a. No entanto, estas descobertas são raras, pois representam rochas que se formaram nos primeiros estádios de desenvolvimento do nosso planeta, cuja idade ronda os 4567 M.a. Ao longo do tempo geológico, as rochas sofrem modificações profundas enquadradas no ciclo das rochas, o que dificulta a sua preservação e datação. Os geólogos continuam a procurar identificar rochas mais antigas e assim compreender melhor as condições ambientais existentes nos primórdios do planeta Terra. Recentemente, foram descobertos xistos verdes ainda mais antigos na Baía de Hudson (Canadá).</p>
<p>A datação isotópica com base no Sm-146 (Samário) e Nd-142 (Neodímio), que possui uma semivida de 103 M.a, indicou que possuem 4280 M.a. Estes xistos são 300 M.a. mais antigos do que as rochas encontradas na Gronelândia, e estão num complexo de rochas metassedimentares e vulcânicas, cujos cristais de zircão possuem 3750 M.a. (com base no Ur-Pb). Os cientistas levantam a hipótese de estarem a medir a idade do material que originou os xistos verdes por metamorfismo, e não a idade de formação dos xistos verdes, que consideram que será semelhante à do complexo em que se insere.</p>
<p> Se estas medições estiverem precisas indicam que a crusta estaria a formar-se há mais tempo do que os geólogos consideravam. No entanto, estas medições são complexas, pois dependem da determinação das quantidades de diferentes isótopos, presentes em concentrações muito reduzidas nas rochas. Esta descoberta é muito importante pois implica uma reavaliação das concepções acerca da diferenciação do manto e da crusta. Ainda existem muitos pontos por esclarecer e os geólogos terão que caracterizar melhor estes xistos verdes, para se compreender os fenómenos que estiveram envolvidos na sua formação.</p>
<p><strong>Fonte: Revista Science, Setembro de 2008</strong></p>
 Tagged: "Idade absoluta", "Idade relativa", "Tempo Geológico", 4567 M.a., Geologia, Idade da Terra, Samário <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/blacksmoker.wordpress.com/827/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/blacksmoker.wordpress.com/827/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/blacksmoker.wordpress.com/827/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/blacksmoker.wordpress.com/827/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/blacksmoker.wordpress.com/827/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/blacksmoker.wordpress.com/827/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/blacksmoker.wordpress.com/827/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/blacksmoker.wordpress.com/827/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/blacksmoker.wordpress.com/827/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/blacksmoker.wordpress.com/827/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blacksmoker.wordpress.com&blog=1758909&post=827&subd=blacksmoker&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Tempo Geológico</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Sep 2009 11:31:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blacksmoker</dc:creator>
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		<category><![CDATA["Datação Absoluta"]]></category>
		<category><![CDATA["Evolucionismo"]]></category>
		<category><![CDATA["Tempo Geológico"]]></category>
		<category><![CDATA[Criacionismo]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
		<category><![CDATA[Hutton]]></category>
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		<description><![CDATA[Que idade tem o nosso planeta?
A  Terra tem milhares de milhões de anos de idade. Este é um ponto de vista contemporâneo; as ideias de James Ussher, o teólogo que calculou, a partir de registos bíblicos, que a Terra fora criada em 4004 a.C, dominaram até ao século xix. 
 
Na verdade, ainda hoje existe quem ignore [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blacksmoker.wordpress.com&blog=1758909&post=822&subd=blacksmoker&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><strong><img class="alignleft" src="http://oficioliterario.files.wordpress.com/2009/06/tempo.jpg?w=168&#038;h=168" alt="" width="168" height="168" />Que idade tem o nosso planeta?</strong></p>
<p>A  Terra tem milhares de milhões de anos de idade. Este é um ponto de vista contemporâneo; as ideias de James Ussher, o teólogo que calculou, a partir de registos bíblicos, que a Terra fora criada em 4004 a.C, dominaram até ao século xix.<span id="_marker"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="background:white;line-height:normal;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:11.5pt;color:black;font-family:&quot;"> </span></p>
<p><strong>Na verdade, ainda hoje existe quem ignore as importantíssimas pro­vas científicas do contrário e afirme que as lendas bíblicas contam a verdadeira história da criação e da evolução da Terra.</strong></p>
<p> Só em meados dos anos 50 deste século é que a idade terrestre de 4,5 Ga (1O<sup>9</sup> anos), agora aceite, foi determinada.  </p>
<p>Calcular com exactidão a idade da Terra é uma questão muito técnica, mas basicamente dependente do facto de os isótopos naturalmente radioactivos se desintegrarem a uma velocidade constante. Se se conhecer essa velocidade, pode-se medir o total de resíduos do decaimento de uma amostra que se acumularam ao longo do tempo e determinar a sua idade de forma bastante simples.</p>
<p>Os isótopos de um ele­mento têm em comum as mesmas propriedades químicas, mas características nucleares ligeiramente diferentes. Nem todos os isótopos são radioactivos, mas aqueles que o são acabam por se dividir, formando novos isótopos de um elemento completamente diferente. Dois dos elementos com isótopos radioactivos mais conhecidos são o tório e o urânio. Durante a desintegração ra­dioactiva, são transformados em isótopos de chumbo. Assim, parte do chumbo que existe na Terra, bem como em todo o sistema solar, não existia quando a Terra se formou, tendo sido criado no decor­rer do tempo geológico, à medida que o tório e o urânio se desin­tegravam.</p>
<p>Uma vez que os isótopos do tório e do urânio se convertem em chumbo a ritmos diferentes, as amostras que contêm estes ele­mentos têm diversos «relógios» geológicos internos independen­tes, que podem ser utilizados para determinar a sua idade. Isto significa também que a mistura exacta de isótopos de chumbo de qualquer material é, geralmente, única, dependendo da sua idade e da quantidade de tório e urânio que contém.</p>
<p>Nos anos 50 deste século, Clair Patterson, do Califórnia Institute of Technology, em Pasadena, descobriu os meteoritos e as amostras da Terra têm ca­racterísticas comuns no que respeita ao seu conteúdo em isótopos de chumbo. Utilizando amostras cuidadosamente seleccionadas paca serem o mais representativas possível das quantidades médias de isótopos de chumbo na Terra, juntamente com um conjunto de amostras de meteoritos condríticos, Patterson descobriu relações sistemáticas que indicavam que estes corpos — a Terra e os vários condritos — teriam sido formados a partir de um material antigo comum há cerca de 4,5 ou 4,6 Ga.</p>
<p>A descoberta de Patterson foi de extrema importância para a his­tória da geologia. <strong>Não só estabeleceu uma idade credível para a Terra, mas relacionou a origem do nosso planeta com a dos outros constituintes do sistema solar. Um estudioso anterior, o notável cavalheiro e geólogo escocês do século XVIII James Hutton, tinha dito acerca da história da Terra que não encontrara «nem vestígios de um início, nem perspectivas de um final».</strong></p>
<p>Apesar da prosa lírica de Hutton, o trabalho de Patterson definiu claramente o início. E embora tenham surgido grandes avanços técnicos no seu campo (a medição de isótopos, desde os anos 50), as conclusões essen­ciais de Patterson continuam a ser válidas.</p>
<p><span style="color:#ff0000;"><strong>O número 4,5 Ga (4,5 mil milhões) diz-se com muita facilidade. Os estudantes e professores de Geologia habituam-se a ele. Mas é um número enorme, demasiado grande para se compreender em termos da experiência humana. Se acrescentarmos os zeros, a idade da Terra é ligeiramente mais fácil de compreender: 4 500 000 000 anos. Quatro mil e quinhentos milhões de moedas de cinco escudos fariam uma pilha com cerca de 6500 km de altura, mais ou menos a distância desde a superfície da Terra até ao seu centro.</strong></span></p>
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