Posted by: blacksmoker on: Fevereiro 7, 2010
Em Lavadores não é preciso andar muito para uma aula de Geologia. Sentado nestes granitos enquanto se admira a paisagem e a alma aquece com o sol de uma tarde de Inverno, os olhos fixam-se nos megacristais salientes que dão uma textura particular a este granito, famoso – o Granito de Lavadores!
Nos megacristais, a incidência da luz solar permite verificar a existência de um plano que divide o megacristal em duas zonas com diferente orientação cristalográfica – plano de macla (macla de Karlsbad).
Karlsbad! Não é preciso ir à Alemanha para admirar estas maclas. Longe vão os dias de mineralogia, onde de nicóis cruzados rodando a platina estes feldspatos eram o motivo de questões por parte do Professor Fernando Barriga. Fui buscar um livro que era a “bíblia” e o “terror” das aulas de Cristalografia – “Elementos de Cristalografia, Frederico Sodré Borges”. Fica aqui a poesia de um megacristal, numa tarde de sábado junto ao mar.

As geminações (ou maclas) constituem um tipo especial de imperfeição estrutural dos cristais.
A primeira descrição de maclas deve-se a R. de L’Isle (1783), num estudo sobre a estaurolite. As maclas deste mineral foram também as primeiras a serem objecto de um estudo preciso (R. J. Haiiy, em 1801). Desde então, as maclas têm sido investigadas em diferentes domínios de ciências de materiais (designadamente, Mineralogia, Petrologia e Metalurgia), sendo ainda um assunto aberto à investigação.
Seguindo a Escola francesa, uma macla pode ser definida como um edifício cristalino não homogéneo, constituído por duas ou mais porções homogéneas da mesma espécie cristalina, justapostas de acordo com leis bem definidas.
Cada porção homogénea é, muitas vezes, incorrectamente designada por cristal individual; daí a falácia de definir macla como uma «associação mútua, regular, de cristais da mesma espécie cristalina». Igualmente falaciosa é a descrição de macia como um «edifício policristalino».
A justaposição das partes homogéneas que constituem uma macla corresponde a uma região em que a estrutura cristalina ideal é perturbada. Por outras palavras, ela corresponde a um tipo particular de junção intergranular. O problema crucial que se põe é, portanto, o da distinção entre uma macla e as associações casuais de cristais.
O critério, empiricamente estabelecido, é o da existência de uma relação de orientação bem definida (designada por lei de macla) entre as porções homogéneas que constituem o edifício cristalino. Mais precisamente, cada «indivíduo» componente da macla deve ter uma orientação que resulte da de outro, mediante uma operação de simetria cristalograficamente possível. Mais, esse modo de associação deve ser encontrado num número significativo de amostras, para que se excluam situações acidentais.
Fonte :
Elementos de Cristalografia – Frederico Sodré Borges
Matos Alves, C.A .,1966. Os encraves granulares do Granito de Lavadores (Vila Nova de Gaia). Rev. Fac.Ciências, 2ª Série-C, vol.XIV (1º fasc.): 51-60.
Posted by: blacksmoker on: Fevereiro 6, 2010

Mais um interesse didáctico na saída de campo a Lavadores. Um fenómeno curioso ali bem perto da “Casa Branca”. Um “granito broa”. Confesso que vindo de terras mouriscas, não conhecia este fenómeno tão nortenho – Granito Broa. Mais habituado ao trigo e ao centeio, reconheço que este fenómeno têm sido motivo de interesse desde que visitei Albergaria da Serra. Em Lavadores – Gaia encontro também o granito broa.
O bloco granítico apresenta uma alteração em fissuração poligonal. De acordo com Rochette Cordeiro (1994a; 1994b; 2004), estas formas enquadram-se nas microformas geneticamente relacionadas com uma fase posterior à exposição das superfícies e com relação evidente com a estrutura. São formas constituídas por uma rede poligonal de fissuras de baixa profundidade. A sua génese estará relacionada com um conjunto de processos bastante complexos, directamente relacionados com desequilíbrios nas plaquetas exteriores da rocha.
A explicação pode ser muito científica, mas decididamente os geólogos têm um gosto enorme pela culinária e mesmo pela vinicultura (recordo-me dos “Xistos borras de vinho”, uma formação existente no Alentejo).
Posted by: blacksmoker on: Fevereiro 6, 2010
Tafoni na praia de Lavadores

Durante a preparação da saída de campo – Geologia 11º, um fenómeno que não contava observar. Possivelmente um “tafoni”. E o que é este tipo de meteorização – Tafoni?
Ainda não é muito bem compreendida a sua origem. Existe, no entanto, algum consenso que resultam da meteorização inicial ao longo das juntas, fracturas ou outras linhas mais frágeis, especialmente nas zonas onde a água pode residir. Pensa-se que as depressões vão sendo alargadas através da progressiva descamação das superfícies interiores e a sua desintegração granular, provavelmente como resultado da cristalização do material salino dissolvido a partir da rocha, transportado pelo vento para a rocha, ou pelo salpico sobre a rocha por água do mar. O processo de endurecimento da superfície externa é comum, mas as paredes que se vão separando das cavidades não são alteradas. Provavelmente o material descamado das cavidades acaba por ser removido pelo vento.
Fonte : http://www.geocaching.com/seek/cache_details.aspx?guid=d8895c9d-4341-4223-90b5-aabe89f7aed2
Posted by: blacksmoker on: Fevereiro 6, 2010
“Há uma linha estreita entre a ciência climática e o evangelismo climático. Eu sou totalmente pela ciência climática e penso que as pessoas abusaram do último relatório do IPCC de 2007″, afirmou Ramesh em Nova Deli, segundo o diário indiano “Hindustan Times”.
Segundo uma notícia publicada no jornal Expresso Online a Índia criou novo painel de alterações climáticas, para não depender da ONU. Este governante indiano recordou em entrevista ao Deccan Harald os erros do IPCC quanto ao fim dos glaciares dos Himalaias, ao recuo dos gelos nas montanhas em todo o mundo e ao impacto do aquecimento global na floresta da amazónia.
Ao mesmo tempo o governo indiano vai criar o Instituto Nacional para a Glaciologia dos Himalaias para monitorizar a evolução dos glaciares indianos e comparar os resultados com os glaciares do Nepal, Paquistão e Butão. Os glaciares dos Himalaias estão no centro das divergências entre Ramesh e o seu compatriota Rajendra Pachauri, presidente do IPCC. O ministro indiano reconhece que esses glaciares estão a derreter, mas diz que não há “evidência científica conclusiva” de qualquer ligação entre este fenómeno e o aquecimento global. Em todo o caso, num fórum organizado esta semana pela ONU em Nova Deli, tanto o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, como o ministro do Ambiente e Florestas, disseram que o seu governo apoiava a manutenção de Pachauri à frente do IPCC até ao fim do mandato, apesar de estarem a aumentar as críticas à instituição.
Posted by: blacksmoker on: Janeiro 19, 2010

A camada D” tem espessura variável, podendo atingir, em algumas zonas, uma espessura de 100 km a 200 km e marca a interface entre zonas muito diferentes, não só sob o ponto de vista da composição, como da densidade, da viscosidade, da rigidez, da pressão e da temperatura.
Ppt 32 Estrutura E DinâMica Da Geosfera
Fonte : Terra, Universo de Vida – Geologia 10º. Porto Editora e http://james.badro.free.fr/